O poeta Tomás Antônio Gonzaga trabalhava como ouvidor em Vila Rica. O cargo de ouvidor era o segundo mais importante, abaixo apenas do governador. E ele abusou de sua autoridade. Manteve preso, sem julgamento, um de seus inimigos por 4 anos. Dispensou a licitação para obras na cadeia e utilizou para o serviço a mão-de-obra dos presos. Fraudou um balancete da Câmara Municipal para proteger o seu presidente, o também inconfidente Cláudio Manuel da Costa. Promoveu ainda um festival de distribuição de propriedades rurais. Com o fracasso do movimento, foi enviado para a África. Virou juiz interino da alfândega de Moçambique e aceitava suborno para facilitar o tráfico de escravos. Depois de morto, Gonzaga foi enterrado lá mesmo, em Moçambique. No túmulo dele, em Ouro Preto, estão apenas os ossos de seu neto.

O poeta Cláudio Manuel da Costa foi um dos participantes da Inconfidência Mineira. Apareceu morto em sua cela, em 4 de julho de 1789, num episódio jamais esclarecido. Cláudio usava também o pseudônimo de Glauceste Satúrnio.