O inglês William Both, pastor da Igreja Metodista, pregava todos os dias para marginais na região do East End, em Londres. Pediu que a sua Igreja admitisse aquelas pessoas, mas os metodistas se recusaram. Foi aí que Booth resolveu criar a sua própria Igreja. O Exército da Salvação nasceu em 1865.

Os salvacionistas, como são chamados seus seguidores, não praticam os sacramentos, como o batismo e a eucaristia. Para demonstrar a “luta do bem conta o mal”, Booth adotou a hierarquia militar. O chefe mundial da Igreja é o General, passando por recruta, soldado, sargento, major e coronel.

 

Os primeiros membros da comunidade foram alcoólatras, viciados e ex-prostitutas. Ao se converter aos ideais protestantes, muitos deles acabavam mudando seus hábitos de vida.

Os três “S” eram descritos por Booth como a maneira que o Exército da Salvação atua: “Primeiro a sopa, depois do sabão e por fim a salvação”.

Nem todo mundo gostou da iniciativa, na Inglaterra, um movimento de oposição chamado “Skeleton Army” se organizou para atrapalhar os encontros do Exército da Salvação e suas atividades sociais. Esse grupo era formado principalmente por donos de bares que estavam perdendo suas clientelas.