“Hoje existe tanta gente que quer nos modificar/Não quer ver nosso cabelo assanhado. com jeito/ Nem quer ver a nossa calça desbotada, o que é que há/Se o amigo está nessa, ouça bem: não tá com nada”. 

Assim começa o mais famoso jingle da Pepsi de todos os tempos, lançado em 1972. Criado pela dupla Sá e Guarabyra (Luiz Carlos Sá e Guttemberg Guarabyra), o jingle foi inicialmente recusado pela agência, que encomendou outros para outros compositores.

Todos os jingles eram tocados exaustivamente na agência. Até que, certo dia, alguém percebeu que, durante o trabalho, uma das moças da limpeza não parava de cantarolar espontaneamente aquele primeiro jingle, com jeito hippie, de Sá e Guarabyra. De recusado passou a aprovado.

Zé Rodrix, parceiro dos dois, não assinou a autoria também? O livro “Jingle é a alma do negócio”, do professor Fábio Dias, explica bem essa história. Esse jingle foi assinado por Sá e Guarabyra, embora tenha sido escrito apenas por Guarabyra. O segundo jingle da Pepsi foi escrito por Sá. Mas o que consta é que um deu sugestões à obra do outro durante a criação. Sim, naquela época, havia um acordo informal para que as composições fossem assinadas em nome do trio Sá, Rodrix e Guarabyra, mas não foi o caso nesse trabalho.

O jingle foi gravado pelos Golden Boys e pelo Trio Esperança. Termina com o refrão que caiu no gosto do público jovem e se tornou um clássico da propaganda: “Só tem amor quem tem amor pra dar/Nós escolhemos Pepsi e ninguém vai nos mudar/Só tem amor quem tem amor pra dar”.