1. Na tentativa de diversificar a economia, restrita até então à agricultura, Rui Barbosa, ministro da Fazenda do governo Deodoro da Fonseca, promoveu uma reforma financeira, com estímulo ao crédito e à emissão de dinheiro, que ficou conhecida como “Encilhamento”. O efeito foi negativo: ocorreram  febre de especulação na bolsa e onda de falências empresariais. RUY BARBOSA

2. Em 1907, Rui Barbosa representou o Brasil na conferência de Paz de Haia da ONU, nos Países Baixos. Ele se destacou pela defesa da igualdade entre as nações. Rui Barbosa concorreu à Presidência da República duas vezes, em 1910 e 1919. Perdeu as duas.

3. O Dia Nacional da Cultura, comemorado em 5 de novembro, é uma homenagem a Rui Barbosa, que nasceu nesse dia. O jornalista, político e jurista baiano foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras e participou de todas as grandes questões de sua época, como a Campanha Abolicionista, a defesa da Federação, a própria fundação da República e a Campanha Civilista.

4. A expressão “à beça” (algo em grande quantidade) é atribuída à quantidade de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumercindo Bessa, ao enfrentar Rui Barbosa na questão da independência do Território do Acre. O presidente Rodrigues Alves foi o primeiro a utilizá-la, admirado da eloqüência de um cidadão: “O senhor tem argumentos à Bessa”. Com o tempo, a palavra perdeu a inicial maiúscula e as letras “s” foram substituídas pelo “ç”.

5. Um ano depois do fim da escravidão, Rui Barbosa disse que “queria acabar com o nosso passado negro”, e queimou todos os documentos sobre escravidão que encontrou.

6. No velório de Afonso Pena, Rui Barbosa ficou preso no elevador do Palácio do Catete durante horas.

7. Rui Barbosa já foi homenageado na moeda brasileira. A nota de 10 mil cruzeiros, emitida em 1984, retratava a efígie do intelectual.

8. Ele cursou Direto na Escola de Direito do Largo São Francisco, faculdade que formou Afonso Pena,  Cásper Líbero, Delfim Moreira, Jânio Quadros, Lygia Fagundes Telles, Oswald de Andrade, Paulo Autran, Raul Cortez, Ulysses Guimarães, Venceslau Brás e Washington Luís, entre outros.

9. Jeca Tatu, personagem criado por Monteiro Lobato, apareceu pela primeira vez nas páginas do jornal “O Estado de S. Paulo”, em 1918. Depois fez parte do livro Urupês, publicado em 1919. Mas o responsável pela fama do caipira foi Rui Barbosa, quando o citou numa conferência.

10. Rui Barbosa era maçom, assim como Américo Brasiliense, Barão de Rio Branco, Campos Salles, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Hermes da Fonseca, Jânio Quadros, Lamartine Babo, Manoel da Nóbrega, Nilo Peçanha, General Osório, Padre Feijó, Quintino Bocaiúva, Visconde de Rio Branco, Venceslau Brás e Washington Luís, entre outros.