O pebolim nasceu em 1936 dentro de um hospital na Espanha. O país estava vivendo uma guerra civil. Em novembro de 1936, Alejandro Campos Ramirez, então com 18 anos, ficou bastante machucado depois da explosão de uma bomba na casa em que estava hospedado, na capital Madri. Ficou preso nos escombros por bastante tempo. Teve ferimentos sérios numa das pernas e enfrentou problemas respiratórios.

Por isso, Alejandro precisou ser transferido para um hospital da cidade de Montserrat, em Valência, mais bem equipado. O hospital, instalado onde funcionava o Hotel Colonia Puig, abrigava muitas crianças feridas e mutiladas da guerra. Pelas janelas, elas viam outras crianças jogando bola. Sofriam por não poder jogar também.  “Se existe o tênis de mesa, por que não pode existir um futebol de mesa?”, pensou Alejandro. Assim nasceu o futbolín.  Para montar o primeiro protótipo, ele contou com a ajuda de um amigo carpinteiro, Francisco Javier Altuna, que foi atrás do material em cidades vizinhas. Alejandro conseguiu a patente do brinquedo em janeiro de 1937. Os documentos dessa patente teriam sido perdidos por ele quando teve que fugir para a França.

A história foi toda contada por Alejandro [que passou a usar, como escritor, o pseudônimo Alejandro Finisterre] no documentário “Tras el futbolín”, lançado em 2006, um ano antes de sua morte, aos 87 anos.

Não foi a única invenção de Alejandro. Ele criou também um controle deslizante de partituras, operado com o pé, criado especialmente para uma pianista por quem estava apaixonado.

Esta é a história mais conhecida – por ser também a mais emocionante. Mas há diferentes versões que dão o crédito da invenção a outros personagens: o inglês Harold S. Thornton (1922), o francês Lucien Rosengart (data incerta) ou o alemão Fritz Möhring (1934)

O jogo tem uma série de nomes diferentes ao redor do mundo: Metegol (Argentina), Taca Taca (Chile), Baby Foot (Canadá e França), Fulbito (Peru), Foosball (Estados Unidos), Table Football (Inglaterra), Calcetto (Itália) e Matraquilhos (Portugal), só para citar alguns.

No Brasil, dependendo do lugar, o pebolim também tem outros nomes: Totó (Rio de Janeiro), Fla-Flu (Rio Grande do Sul) e Pacau (Santa Catarina).  Apesar da origem incerta, a palavra “pebolim” poderia ser uma corruptela da junção de “pé” e “bolinha”