Criado em 1995, o formato USB (Universal Serial Bus) se popularizou a partir do lançamento do Windows 98, o primeiro a ter suporte a ele. Hoje, para ligar a maioria dos dispositivos eletrônicos ao computador – teclado, mouse, impressoras, iPods – é preciso usar um cabo USB. Como a saída do computador também transmite energia, existe à venda todo tipo de produto maluco: mini-aspiradores, luvas aquecidas e até vaporizadores de aromas.
O uso do USB como sinônimo de conexão universal motivou o coletivo de design alemão dialog05 a criar uma exposição virtual chamada Universal Connections. Nesta brincadeira, o USB é transformado: de objeto tecnológico, usado apenas por nerds e especialistas em computadores, a objeto essencial no cotidiano.
Para pessoas viciadas em informação, ou simplesmente contaminadas por um vírus, a injeção USB acima seria uma solução simples e rápida. Para problemas mais sérios, este estetoscópio ajudaria a detectar todo tipo de situação.

Está em uma reunião de negócios e quer passar seu contato para alguém? Plugue sua gravata-USB. Depois, para telefonar para esta pessoa, é possível usar o telefone de latinhas USB: para o dialog05, a comunicação é melhor quando feita apenas entre duas pessoas.
Os romances dos tempos pós-modernos também sofrem influência da criação do USB. Como exemplos, basta ver este sutiã e esta calça, ambos cheios de plugs no formato – garantia de proteção de “informação íntima”.
