Nem bem a  cidade de Tóquio foi anunciada como sede das Olimpíadas de 2020, um grupo começou a fazer lobby para incluir uma tradicional e curiosa brincadeira como esporte de exibição no evento: o esconde-esconde. Sim, é verdade (confira a notícia no jornal britânico The Telegraph)!

Já há, inclusive, um comitê composto por 1000 membros preocupado em regulamentar a prática do jogo com a formulação de regras e a organização de torneios em solo japonês. Segundo o criador da proposta, Yasuo Hazaki, 64 anos, professor da Nippon Sport Science University, o esconde-esconde é uma das atividades mais democráticas do mundo, capaz de atrair desde o vigor físico dos jovens até a experiência e sabedoria dos idosos. Os atletas formados pela NSSU já conquistaram 33 medalhas de ouro, 34 de prata e 41 de bronze em Jogos Olímpicos.

Depois da publicação da reportagem, o plano do professor japonês foi tratado como uma bizarrice. Só que o esconde-esconde não seria o primeiro esporte exótico a fazer parte do programa olímpico. Em 1900, nos Jogos de Paris, foi disputada a prova de natação com obstáculos, na qual os atletas deveriam desviar de um poste e de uma fileira de barcos ao longo de um percurso de 200 metros pelas águas do rio Sena.  Outra modalidade aquática que marcou presença nas Olímpiadas de Paris foi a natação submersa, que obrigava os competidores a percorrerem 60 metros sem voltar à superfície. Uma brincadeira bastante popular nas aulas de Educação Física, o cabo-de-guerra, valeu medalhas entre 1900 e 1920.