1. A zebrinha falante foi criada pelo diretor da Central Globo de Produções Mauro Borja Lopes, o “Borjalo” (1925-2004), para informar os resultados da Loteria Esportiva, que foi criada em 19 de abril de 1970 com enorme sucesso. Os apostadores tinham que apontar os resultados de 13 jogos (coluna 1, coluna 2 ou coluna do meio, em caso de empate). Zebrinha da Loteria
  2. No futebol, a “zebra” acontece quando um resultado inesperado dá as caras — um time pequeno goleia um grande, por exemplo. A expressão surgiu em julho de 1964, antes de uma partida entre a Portuguesa do Rio de Janeiro e o Vasco pelo Campeonato Carioca, no estádio das Laranjeiras. Antes do jogo o técnico do time pequeno, Gentil Cardoso, disse: “Se meu time vencer hoje vai ser como dar zebra na cabeça no jogo do bicho”. O detalhe é que não havia zebra no jogo do bixo, e Cardoso sabia bem disso. A partida terminou 2 x 1, vitória da Portuguesa.
  3. A personagem estreou nas edições de segunda-feira do telejornal “Hoje”, em 1972. Depois ela passou para a edição dominical do “Jornal Nacional”. Sim, foi uma experiência que durou pouco tempo. Até que, em agosto de 1973, a Zebrinha finalmente estreou no “Fantástico”.
  4. Ela foi usada no programa dominical de 1973 até 1986. Por isso, a “Zebrinha da Loteria Esportiva” passou a ser chamada também de “Zebrinha do Fantástico”.
  5. Fazendo a aposta mínima, a probabilidade de acertar o placar dos 13 jogos era de uma em 85.410.
  6. O ator Pedro Braga foi o primeiro dublador da Zebrinha. Foi ele quem criou o bordão “Ih, olha eu aí! Zêêêêêbra!”. Ele foi substituído pela atriz Maralise Tartarine (1944-2014) até a personagem ser retirada do ar, logo depois da Copa do Mundo de 1986. Como dubladora, Maralise fez Gilda em “Capitão Caverna”, Shina de Cobra em “Os Cavaleiros do Zodíaco”, Jill em “As Panteras”, Kathleen Turner em “A Joia do Nilo” e “Tudo Por Uma Esmeralda”, entre outros.

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