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Linha do tempo dos Jogos Pan-Americanos

24 de abril de 2019

Buenos Aires, Argentina (1951)

O primeiro Pan-Americano deveria ter acontecido em 1942, de acordo com um Congresso Esportivo realizado por dirigentes de vários países, em 1940. O ataque japonês a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, colocou os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e retardou o evento. Somente em 1951 finalmente a primeira edição pôde ser realizada.

Um dia antes da abertura dos Jogos Pan-Americanos de 1951, um violento vendaval destruiu alguns dos recintos esportivos. As provas tiveram que ser adiadas em um dia para os reparos. Só a cerimônia de abertura aconteceu na data marcada, com a presença de 100 mil pessoas. Os Jogos foram abertos pelo presidente argentino Juan Perón e sua mulher, Evita.

Este foi o único Pan onde os Estados Unidos foram superados em número de medalhas. A Argentina conquistou 120 contra 98 dos norte-americanos.

João Havelange, ex-presidente da FIFA, fazia parte da equipe brasileira de polo aquático (naquele tempo ainda chamado de water polo) que disputou os I Jogos Pan-Americanos.

Cidade do México, México (1955)

A delegação brasileira teve que viajar em um avião cargueiro, que não tinha assentos, pois não havia dinheiro suficiente para fretar um avião de passageiros. Na volta, a equipe de ciclismo precisou deixar suas bicicletas. Motivo: o avião estava muito pesado por causa dos “presentinhos” que os atletas trouxeram.

Já a delegação americana, sem dinheiro, contou com a ajuda de várias empresas. A Paramount Pictures doou a bilheteria do primeiro dia de exibição de The County Girl em Nova York e Los Angeles. A estrela do filme era Grace Kelly, cujo irmão ganhou uma medalha de ouro numa prova de remo nesse mesmo Pan. Indústrias têxteis ofereceram os uniformes. A equipe do Harlem Globetrotters contribuiu com o cachê que uma emissora de TV ofereceu para transmitir um jogo.

Foi a primeira vez que o vôlei foi disputado nos jogos e o Brasil conquistou a medalha de bronze nas duas categorias (feminina e masculina).

O Pan foi o primeiro evento esportivo internacional realizado no México. Depois vieram a Olimpíada de 1968, outro Pan em 1975 e duas Copas do Mundo, em 1970 e 1986.

Chicago, Estados Unidos (1959)

Os jogos desse ano seriam realizados em Cleveland, também nos Estados Unidos, mas a verba de 5 milhões de dólares que o governo norte-americano havia prometido à cidade foi cancelada, e Chicago foi escolhida em cima da hora.

O pugilista brasileiro Jorge Sacomam, que era o favorito da competição, foi desclassificado pelos juízes por causa de uma espinha no rosto. Com a desclassificação, o norte-americano Vincent Shomo ficou com o ouro.

O atleta brasileiro Ronaldo Duncan Arantes, da equipe de remo, foi assassinado no dia da cerimônia de encerramento do Pan-Americano. O assassino, que acreditava-se ser um assaltante, nunca foi encontrado.

Os Estados Unidos ganharam 41 medalhas de ouro das 48 provas disputadas de natação e atletismo.

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva ganhou pela terceira vez a medalha de ouro no salto triplo em Pan-Americanos. Com esse título, ele se tornou o primeiro tricampeão de atletismo dos jogos.

São Paulo, Brasil (1963)

Nos jogos de São Paulo a chama pan-americana foi acesa em Brasília por um grupo de índios Carajás, ao som do “Canto do pajé”, de autoria do maestro Villa-Lobos. A tocha percorreu 1256 quilômetros em seis dias até chegar ao estádio do Pacaembu, conduzida pelo atleta José Telles da Conceição.

Na decisão da medalha de ouro de basquete masculino dois jogadores se estranharam na quadra: Carlos Massoni, do Brasil, e Lucious Jackson, dos Estados Unidos. Os árbitros acalmaram os dois, mas a torcida não se conteve. Arremessou toda a sorte de tranqueiras na quadra: laranjas, casquinhas de sorvete, papel. Nada impediu a vitória americana por 78 a 66.

O Pan de São Paulo foi o menor da história dos jogos. Apenas 1771 atletas participaram do evento.

Winnipeg, Canadá (1967)

Por causa de um temporal durante a cerimônia de abertura, o Winnipeg Stadium, que comportava 19.600 pessoas, recebeu apenas 18.097. A banda contratada para fazer a abertura tocou debaixo de chuva, enquanto o príncipe Philip, igualmente enxarcado, fazia o discurso de abertura.

O jogador de basquete Emil Rached, da equipe brasileira, foi obrigado a dormir no chão nessa edição do Pan. Isso porque o atleta media 2,26 metros, e não cabia no beliche.

Essa foi a primeira edição do Pan a ter o Teste de Feminilidade, que serve para comprovar se as competidoras são realmente mulheres.

Os cavaleiros Nelson Pessoa, pai de Rodrigo Pessoa, Antonio Simões, José Reynoso e Renyldo Guimarães, ganharam a medalha de ouro do Hipismo. A equipe brasileira desbancou os norte-americanos, favoritos para a competição.

Cali, Colômbia (1971)

O atleta colombiano Jaime Aparício queimou a mão na tocha olímpica na cerimônia de abertura.

Durante o Pan desse ano a Colômbia passava por problemas políticos e a população estava iniciando uma revolta. Por causa dessa “tensão social”, o governo de Cali resolveu prevenir qualquer problema, colocando na cadeia todo mundo que tivesse passagem pela polícia, mesmo que a pessoa não tivesse cometido nenhum crime recente.

A seleção do Paraguai levou apenas um atleta, o nadador Emilio Javier Gasparin, de 17 anos. O rapaz ficou conhecido com “El Solitário”.

A seleção dos Estados Unidos competiu sob forte pressão nos jogos de Cali. O campeão da maratona, o norte americano Frank Shorter, correu a prova inteira sob os gritos da torcida que o chamava de “Gringo! Gringo!”.

O Tênis ficou de fora dos jogos de Calí devido a um erro na programação do torneio. Foi a única vez que o esporte não esteve da competição.

Cidade do México, México (1975)

Em 1975, São Paulo abdicou de seu direito de promover novamente os Jogos Pan-Americanos por causa de um surto de meningite que assolou a cidade, sendo então substituída pela Cidade do México.

A medalha de ouro do futebol teve que ser dividida entre o Brasil e o México, porque a iluminação do estádio falhou e o jogo foi interrompido 11 minutos antes do final, quando o placar estava 1 a 1.

O atleta cubano Silvio Leonard ficou tão feliz quando venceu a final dos 100 metros rasos, que acabou se distraindo e caiu em um fosso enquanto cumprimentava a torcida.

San Juan, Porto Rico (1979)

Pela primeira vez foi escolhido um mascote para a competição. Um sapo chamado Croqui.

O ginasta Maribel Quiñones, da equipe da Venezuela, ficou paraplégica depois de cair das barras assimétricas durante uma prova.

Foi a primeira vez que o Tiro com Arco, a Patinação artística e de velocidade, o hóquei sobre patins e softbol foram disputados no Pan.

O técnico do time de basquete norte-americano, Bobby Knight, foi preso por desacato pelos policiais locais e disse: “a única coisa que os porto-riquenhos sabem fazer é plantar bananas”. A declaração causou muita polêmica.

Caracas, Venezuela (1983)

O Pan de 1983 foi marcado pelo grande número de dopings. 17 atletas foram pegos pelos exames.

12 competidores da equipe de atletismo dos EUA desistiram de competir na última hora. O motivo real nunca foi esclarecido.

Um estilo de luta russo, chamado sombo, foi incluído no Pan de Caracas. Mas a modalidade foi excluída definitivamente nos jogos seguintes.

O arqueiro Renato Dutra e Mello ganhou o bronze na pontuação geral do Tiro com Arco. Mas por um erro na marcação dos pontos, o atleta acabou perdendo outra medalha de bronze na prova dos 70 metros. O engano foi corrigido no pan-Americano seguinte, em Indianápolis.

Indianápolis, Estados Unidos (1987)

A abertura do Pan-Americano aconteceu no famoso circuito em que se disputa a prova 500 milhas de Indianápolis. O show ficou por conta da turma de Walt Disney e contou com a participação de 45 músicos, um coral de quinhentas vozes, 2 mil dançarinos, uma banda com 1067 elementos e mais 1500 figurantes.

O maestro argentino Lalo Schifrin, autor do famoso tema do seriado Missão Impossível, criou a música de abertura do Pan-Americano de 1987.

O time de basquete do Brasil ganhou a medalha de ouro em um feito histórico, derrotando os donos da casa, os Estados Unidos, por 120 x 115. Foi a primeira derrota de uma seleção americana no seu próprio país.

Havana, Cuba (1991)

Os cubanos participaram de um grande mutirão para a construção das vilas olímpicas dos Pan-Americanos de Havana. Até o recordista mundial de salto em altura Javier Sottomayor teve que abrir mão da melhor fase da temporada européia para participar.

Em 1991, no Pan de Havana, em Cuba, a delegação norte-americana usou a desculpa de que não havia ar-condicionado nos alojamentos para poder ficar hospedados em território americano, na Flórida. Os atletas viajavam todos os dias de volta para Cuba. Eram 45 minutos de avião até a ilha.

As brasileiras derrotaram as cubanas por 97 a 76 na final do basquete feminino. Ao entregar as medalhas de ouro, o líder cubano Fidel Castro brincou com Paula: “Para você eu não entrego a medalha. Você é a número 8, não é? Você fica sem medalha. Você acabou com o time de Cuba”. Depois Fidel perguntou quantos arremessos Paula e Hortência treinavam por dia para ter uma pontaria tão boa e fez questão de tirar uma foto ao lado das duas.

Mar del Plata, Argentina (1995)

A bagagem da equipe de atletismo brasileira foi extraviada no caminho para o Pan de Mar del Plata. A delegação brasileira acabou comprando novas roupas de competição lá mesmo.

A competição de basquete feminino foi cancelada pois apenas quatro países haviam se inscrito: Argentina, Brasil, Cuba e Estados Unidos.

A prova de triatlo foi disputada pela primeira vez no Pan-Americano.

Winnipeg, Canadá (1999)

Nesse ano o Brasil superou pela primeira vez a marca das 100 medalhas em um Pan-Americano. Os atletas subiram 101 vezes ao pódio em 25 modalidades diferentes.

A seleção feminina de vôlei quebrou a hegemonia das cubanas, que não perdiam desde 1971.

O operador da equipe de iatismo, José Fernando Ermel, e o cavaleiro Rodrigo Pessoa se desentenderam por causa do ronco do primeiro. Os dois dividiam o quarto, e Pessoa, depois de passar dois dias sem dormir, reclamou com o companheiro. Ermel respondeu: “Posso até roncar, mas pelo menos não faço os barulhos que ele faz, como se estivesse relinchando. Mais parece um cavalo”.

O maratonista brasileiro Éder Fialho passou por maus bocados depois de comer uma macarronada com muito ketchup na hora do almoço. Durante a prova o atleta teve uma forte dor de barriga e parou em uma moita no meio do caminho. Mesmo assim, Éder ainda conquistou o terceiro lugar.

Santo Domingo, República Dominicana (2003)

A equipe de atletismo sofreu um desfalque poucos dias antes de embarcar para Santo Domingo. A saltadora Maurren Maggi foi suspensa da competição acusada de dopping. Ela alegou que não sabia da presença de clostebol, encontrado em seu organismo, na composição do creme cicatrizante Novaderm, que foi aplicado após uma sessão de depilação definitiva. A droga é a primeira na lista de proibições da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).

No desfile de abertura, o jogador de vôlei Maurício entrou à frente da delegação brasileira empunhando uma bandeira totalmente fora do padrão oficial. O caso resultou em uma reclamação ao Comitê Organizador do Pan e à Organização Desportiva Pan-Americana pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Além de se desculpar oficialmente, o presidente da República Dominicana se comprometeu a revisar todas as bandeiras brasileiras que seriam usadas durante as competições.

Outra vítima da desorganização do campeonato foi a Argentina. O atirador Angel Velarte ganhou a prova de carabina de ar. Mas ao subir ao pódio para receber sua medalha, ele não ouviu o hino de seu país. Houve uma troca de CDs, que resultou na execução da música de outro país.

A brasileira Juliana Veloso conquistou a primeira medalha brasileira em saltos ornamentais em Jogos Pan-Americanos. A atleta conseguiu a prata com 503,85 pontos, ficando atrás apenas da canadense Emilie Heymans (568,44 pontos).

Cassius Duran, companheiro de equipe de Juliana, também levou a prata na plataforma de 10 metros, ficando atrás apenas do mexicano Rommel Pacheco.

Outras modalidades que conquistaram medalhas inéditas foram a fossa olímpica do tiro (prata no masculino e bronze no feminino) e ginástica rítmica individual (bronze). O atirador paranaense Rodrigo Bastos também conseguiu bater o recorde pan-americano e se igualar ao olímpico quando acertou 124 dos 125 tiros possíveis nas eliminatórias.

O posto de primeira brasileira a se consagrar bicampeã pan-americana em esportes individuais ficou com a carateca Lucélia Ribeiro, que levou a medalha de ouro no kumitê (luta) categoria até 58 quilos.

Uma semana antes do início dos Jogos, a nadadora Carolina de Moraes quebrou o osso lateral de seu pé direito em um treino. Isso não impediu que ela competisse e levasse o bronze no dueto de nado sincronizado. A atleta chegou à piscina de cadeira de rodas e participou da prova com uma bandagem cor-da-pele. Sua dupla era a irmã gêmea Isabela.

Uma chuva provocou a interrupção e adiamento da final do torneio de futebol feminino entre Brasil e Canadá. Antes, porém, as jogadoras já tinham reclamado do péssimo estado do campo: o gramado estava cheio de buracos causados pelas provas de arremesso de martelo e dardo. O jogo, que ocorreu no dia seguinte, foi marcado por uma sucessão de erros. O sistema de som emperrou na execução do hino canadense, o hino brasileiro começou a tocar no meio da partida e um ferro caiu do palco onde seria realizada a festa de encerramento dos Jogos. A barra acertou um operário. Isto tudo não impediu que o Brasil ganhasse a partida por 1 a 0 na prorrogação e levasse o ouro.

Os nadadores brasileiros romperam o acordo que permitia o uso de maiôs de marcas que não fossem Olympikus, desde que raspassem o logo. Vários competiram com toucas até da Speedo.

O empresário dominicano Antonio Turbí ofereceu 15 mil dólares aos conterrâneos que levassem ouro nos Jogos Pan-Americanos. O curioso é que ele estava preso, acusado de ser o mandante do assassinato do auxiliar do presidente do país, Hipólito Mejía. O valor do prêmio de Turbí é o mesmo que se supõe ter sido pago aos matadores pelo serviço.

Gustavo Borges garantiu a posição de brasileiro mais premiado em Jogos Pan-Americanos. Ele completou a marca de 19 medalhas, quatro (um ouro, duas pratas e um bronze) conquistadas na disputa de 2003. A colocação de atleta nacional com maior número de ouros é dividida com o mesa-tenista Hugo Hoyama. Ambos somam oito ouros.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) gastou nesse Pan-Americano 6 milhões de reais em viagens e custos operacionais.

Em 30 das 37 modalidades em que o Brasil esteve representado acabaram rendendo medalhas. 60% dos atletas da delegação que deixaram Santo Domingo subiram ao pódio. O número de esportes que levou pelo menos um ouro subiu em relação à disputa anterior, realizada no Canadá em 1999 (11 para 13).

A delegação brasileira também superou seu recorde de medalhas em um Pan-Americano. Foram 122 no total, rendendo ao país o quarto lugar no quadro geral (atrás dos EUA, Cuba e Canadá).

A ginástica masculina foi a modalidade que teve melhoria mais significativa no saldo de premiações. A equipe pulou de nenhuma medalha em Winnipeg-1999 para três de prata e duas de bronze neste Pan.

A festa de encerramento da competição contou com uma apresentação do cantor Alexandre Pires e a participação de ritmistas, passistas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola de samba Mangueira. O prefeito do Rio de Janeiro (RJ) César Maia também estava presente. Durante a comemoração, ele recebeu a bandeira da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), que ficou no Rio, sede do Pan-Americano seguinte, até 2007.

Rio de Janeiro, Brasil (2007)

Guadalajara, México (2011)

A tocha usada nestes jogos foi inspirada na planta do agave, da qual se extrai a tequila. O mascote Gavo também foi criado com base nessa planta.

Guadalajara fica a 1.570 metros do nível do mar. Tapalpa, onde acontecem as provas de mountain bike, fica a 2.043 metros.

Números da competição:
1 milhão de turistas esperados
6.003 atletas
49 modalidades
42 países

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