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“Infográficos Olímpicos” traz curiosidades com um novo apelo visual

6 de julho de 2016

Você sabia que a edição mais longa das Olimpíadas foi a de 1908, em Londres, que durou 188 dias? Que 76 países no mundo nunca ganharam uma medalha olímpica? E que o cabo-de-guerra já foi um esporte olímpico? Sim, sim: “O Guia dos Curiosos – Jogos Olímpicos” já existe há algum tempo. Agora a novidade é outra:  “Infográficos Olímpicos”. Esta é a capa.


São 96 páginas com infográficos de ponta a ponta. “O infográfico tem a função de fornecer ao leitor apenas a quantidade de conteúdo necessária para a compreensão de determinado tema”,  explica Luiz Iria, considerado um dos pais da infografia no Brasil. “Essa forma de linguagem e comunicação existe muito antes de receber um nome próprio”.

O termo infografia tem dois significados diferentes. Info pode ser informática ou informação; e grafia, animação ou suporte analógico. As duas explicações sugerem que o assunto faça parte da nova cultura digital.  Mas sua existência antecede o mundo computadorizado. “Os homens nas cavernas e os egípcios nas pirâmides registravam  o que comiam, como eram suas roupas e como trabalhavam por meio de desenhos”, prossegue Iria. Os textos e as imagens são diagramados de forma a auxiliar o leitor. E na correria de uma competição esportiva com tantos eventos e estrelas pode ser uma solução para quem não tem muito tempo para se manter informado.


O primeiro jornal a fazer uso do recurso foi o britânico The Times que, em 1806, relatou o assassinato de Issac Bligth com um mapa. Mas foi somente em 1982 que nasceu o jornal “rei de todos os infográficos”. O diário USA Today apostou com força na informação visual, de olho no público televisivo. Segundo pesquisa de mercado feita pelo próprio idealizador do jornal, o leitor prefere cores, gráficos, imagens e pouco texto. A criação revolucionou o aspecto gráfico do jornalismo impresso. A proibição de fotos da Guerra do Golfo pelo governo norte-americano impulsionou o recurso no USA Today e em outros jornais do país.

No Brasil, a invenção só chegou com vigor na década de 1990. “A direção da revista Superinteressante levou espanhóis do El País e do El Mundo, conhecidos mundialmente no domínio dessa nova linguagem, para dar palestras aos funcionários da Editora Abril”, conta Iria. “Desde então me apaixonei e vivo de infográficos”. Ele ganhou 30 prêmios Malofiej e um Prêmio Esso de Jornalismo de Infografia.

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