A Holanda tem mais bicicletas que habitantes. São 18 milhões de magrelas para um total de 17 milhões de pessoas. É o país que mais anda em duas rodas. Em Roterdã, 70 mil pessoas – cerca de 10% da população – fazem da bike seu principal meio de transporte. Por isso é que muitas novidades para ciclistas costumam vir de lá. A mais nova é uma tecnologia chamada BikeScout,  criada pela marca holandesa Heijmans.

O sistema detecta as bicicletas na ciclovia que estão chegando perto de cruzamentos com grande movimento. Quando isso acontece, luzes de LED acendem no chão, perto da faixa de pedestre, avisando o motorista, que diminui a velocidade ou até mesmo freia. As bicicletas começam a ser monitoradas a uma distância de 50 metros. O sistema calcula o tempo de aproximação de acordo com a velocidade de cada uma delas. A cidade de Eindhoven, no Sul da Holanda, é a primeira a testar o produto.
“No Brasil, a realidade é de metrópole de altíssima densidade que durante muitos anos teve o transporte individual motorizado estimulado”, entende a jornalista e cicloativista Renata Falzoni, criadora do blog Bike é legal. “Seria ótimo se importássemos essa ideia, mas antes disso é preciso ter a mentalidade de toda a sociedade voltada para o modal ativo, como na Holanda. Caso contrário, não daria certo”.
Outras empresas europeias também investem no mercado da bicicleta. Da Inglaterra, veio um spray que faz bicicletas brilharem à noite e, da Suécia, um airbag instalado dentro de um capacete.
Ficou curioso para ver como funciona a novidade holandesa? Assista ao vídeo:
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