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Corredores reclamam de falta de água na São Silvestre e organização culpa a “turma da farra”

3 de janeiro de 2017

A tradicional Corrida de São Silvestre, realizada todos os anos no dia 31 de dezembro, causou revolta em muitos dos participantes da edição de 2016. Por falhas na organização da prova, os atletas não encontraram ao longo dos 15 quilômetros de percurso os postos de reidratação prometidos no regulamento e exigidos pelas normas internacionais do esporte. “Em uma prova dessa distância, deveriam ser pelo menos cinco postos”, afirma o jornalista Antonio Mukmicka, de 52 anos, que tem 20 anos de experiência em provas de triatlo e em maratonas e correu pela primeira vez a São Silvestre.

Ele garante que jamais havia passado por uma situação tão desconfortável em outra oportunidade: “Pagamos 160 reais pela inscrição e não tínhamos água para beber. Isso colocou em risco a saúde e a segurança dos atletas. Por sorte ninguém morreu porque correr uma distância dessas, sob um forte calor, e sem a hidratação adequada é um risco enorme”, denuncia. O doutor Nabil Ghorayeb, especialista em medicina do esporte, não vê nenhum exagero na afirmação: “A desidratação é um dos grandes problemas das corridas de longa duração, ainda mais quando são realizadas sob sol a pino. O corpo que não repõe líquido sofre com a perda dos eletrólitos do sangue, que são o sódio, o potássio e o cloro. As consequências possíveis são a hipertermia (temperatura hiperelevada do corpo) e a hiponatremia (falta ou excesso de determinados nutrientes), que podem parar o funcionamento dos rins ou gerar quedas de pressão e arritmias cardíacas”, explica, confirmando que houve sim um risco à vida dos competidores.

São Silvestre 2016: falta de água colocou em risco a saúde dos atletas (Foto: Divulgação)

Agora que o pior já passou, Antonio e os demais corredores pretendem tomar providências contra os organizadores: “A nossa primeira reação é achar que só aconteceu com a gente. Mas quando você termina a prova e ouve várias pessoas falando a mesma coisa, é porque alguma coisa saiu errado”, afirma Mukmicka. Por isso, ele teve a ideia de criar um grupo no Facebook para reunir os corredores descontentes. Criado na segunda-feira (2), o “SÃO SILVESTRE CORRIDA DESORGANIZADA” já reúne quase 200 pessoas e vários relatos semelhantes ao do criador.

Os atletas também reclamaram da ausência do “staff” da Corrida de São Silvestre: não havia nenhum profissional à disposição para ajudar os que procuraram ajuda. Neste ano, o valor da inscrição sofreu um reajuste de 10,67% (de R$ 145 para R$ 160), levemente acima da inflação anual de 10,34%. Não foi o suficiente para evitar os problemas com a hidratação, que já haviam sido relatados por competidores, em menor escala, em anos anteriores. O objetivo do grupo é pressionar os organizadores através dos canais oficiais para que haja pelo menos um pedido formal de desculpas.

No site Reclame Aqui, uma atleta de São Caetano do Sul (SP) fez críticas severas à falta de água e classificou como “vergonhoso” o kit pós-prova, que, segundo o relato, tinha apenas uma barra de cereal “dura e seca”, sem frutas ou isotônicos. Ela afirma ainda que uma pessoa da sua equipe passou mal ao final da prova: “Provavelmente  o organizador nunca colocou um tênis no pé”, aposta. Em sua resposta, a Yescom, empresa especializada em eventos como esse e que organiza a Corrida de São Silvestre, afirma ter preparado 540 mil copos de água, o que dá uma média de 18 copos por pessoa, “muito além da norma desportiva”. A empresa culpou os “pipocas”, como são conhecidos os corredores não inscritos que participam da prova apenas pela festa, pelos problemas. Para a Yescom, o fato de 35% do total de participantes pertencerem à popular “turma da farra” surpreendeu a organização e “interferiu nos serviços essenciais”. A resposta alega ainda que esses corredores tiveram uma postura “anti-ética” e desrespeitaram os “verdadeiros corredores”, sem dar maiores detalhes sobre o que exatamente foi classificado como anti-ético.

Mukmicka contesta. “Esse pessoal está na São Silvestre a vida inteira. Além do mais, se o problema é esse, o ideal seria fazer a largada desse grupo e a dos atletas normais com um espaço de tempo muito maior. Assim não precisariam abastecer todo mundo ao mesmo tempo”, reclama. Para o doutor Nabil Ghorayeb, embora a “turma da farra” não tenha um ritmo tão forte quanto os demais, eles merecem atenção redobrada quanto a reidratação, já que muitas vezes correm com fantasias quentes e pesadas, que absorvem mais color e elevam ainda mais a temperatura corporal.

“Pipocas” foram culpados pelos problemas na São Silvestre (Foto: Divulgação)

No Facebook, um corredor publicou a foto de um caminhão da organização parado com centenas de garrafas de água lacradas. Em teoria, seriam essas as garrafas que deveriam ter chego aos corredores, o que refutaria a tese de que não havia estoque suficiente para isso. Relatos de kits pós-prova com produtos vencidos e histórias de corredores que desviaram a rota para comprar água e isotônico em postos de gasolina também chamam atenção: “É importante que o corredor não esteja hidratado apenas com água. O que repõe os eletrólitos é o isotônico. Inclusive, beber muita água ou beber água quente pode provocar ânsia de vômito. Por isso alguns preferem jogar água gelada na cabeça para refrescar o corpo, o que realmente funciona. O importante é não limitar o processo de reidratação à água. É preciso lembrar também do isotônico”, alerta o doutor Nabil.

Antonio Mukmicka não acredita na possibilidade de boicote à prova, mas admite que ele e muitos outros corredores podem tomar medidas judiciais para que haja uma compensação pelos danos causados à saúde dos atletas. O que ele, que veio de Sorocaba (SP) para correr, já sabe é que não estará na Avenida Paulista no dia 31 de dezembro de 2017: “Não tenho mais a menor vontade de correr a São Silvestre e nem recomendo para ninguém que queira participar de uma prova séria. Se você quer ir para uma festa, aí tudo bem”, critica. Procurada pela reportagem, a Yescom não respondeu. A Fundação Cásper Líbero, que promove a Corrida de São Silvestre, alegou não ter competência para comentar o assunto e que todas as perguntas ou reclamações devem ser tratadas diretamente com a Yescom.

Atualizado em 6/1/2017, às 16:40: em resposta à reportagem, a Yescom copiou o texto escrito no “Reclame Aqui” e prestou novos esclarecimentos. A empresa sustenta que a culpa foi dos “pipocas”, alegando que “o atleta “pipoca” prejudica o atleta oficialmente inscrito e interfere na distribuição de água e serviços essenciais. Ele sempre se protege por trás da famosa frase que “a via pública” e se todo serviço disponível tiver que ser previsto para os “pipocas” também, jamais haverá regras, limites e ordem”. Além disso, a Yescom afirmou que “por imagens de assessorias esportivas, verificamos grupos com mais de 40 pessoas, todas correndo sem número e declaradamente correndo sem inscrição e estimulando a pratica do corredor “pipoca””.

A empresa esclareceu ainda que os valores da inscrição são pagos para a Fundação Cásper Líbero, que define também o número de participantes. Quanto aos kits, a Yescom se esquivou e transferiu a responsabilidade para a Camil, que promoveu a ação de entrega dos brindes. A Yescom reconhece que foram identificados produtos vencidos, mas afirma que está tomando as medidas necessárias para a reparação do erro e que a Camil está atendendo aos consumidores insatisfeitos em seu SAC.

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23 Comentários

23 Comentários

  1. Melissa Prandato

    Tudo que foi relatado é verdadeiro, eu e minha irmã tivemos que correr em um posto de gasolina para comprar água e isotônico pois também não conseguimos água. O posto de hidratação que havia água (pouca) parecia um formigueiro e acabava em segundos. Carregamos depois a garrafa vazia com medo de mais pra frente não ter mais água, o que de fato ocorreu, e enchemos a mesma com água de torneira em um bar. Essa água ainda demos para um amigo que encontramos no caminho e um outro corredor desconhecido que estava muito ofegante. Foi um absurdo total.

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  2. Nelson Pereira Santana

    Participei da Corrida no último sábado e achei estranho que o primeiro posto de abastecimento estivesse apenas na Rua Norma, já no 4km. Não houve distribuição de isotônico, que geralmente ocorre no Largo do Arouche. Quando cheguei no início da Brigadeiro o painel marcava 28 graus às 10:00 horas da manhã. Vi pessoas brigando por copos de água e algumas pegando copos no chão. Quando chegamos na Avenida Paulista,os membros do staff pediam aos “pipocas” para saírem à esquerda. Cruzei a linha, fui receber minha medalha e para minha surpresa havia apenas 1 barra de cereal e 1 torrone. Pensei que depois receberia o isotônico como foi no ano passado quando ia em direção à Rua São Carlos do Pinhal onde ficam os guarda-volumes. Esperei por amigos que fizeram um pace mais lento que o meu e então eles narraram a dificuldade de continuar e terminar a prova. Estou decepcionado com a atitude da Yescom, integrei o grupo criado pelo corredor aqui no Facebook e estou sugerindo que boicotemos a Meia Maratona já no dia 19 de fevereiro, pois até o presente momento ninguém se importou em explicar as caixas de copos de água empilhadas na Paulista. Triste

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  3. Márcio Tokarski

    A São Silvestre não seria o que é se não tivesse pipocas. Todo mundo sabe que vai ter pipoca e não há como impedir, isso acontece em todas as corridas. Realizar uma corrida implica em tornar particular por algumas horas um espaço que é público por natureza, e inscrições acima de 100 reais só servem para tentar elitizar um esporte que é da rua por excelência. Tem gente que não corre e se incomoda porque quer passar com seu carro e não pode, tem gente que tem a rua de casa bloqueada e passa por transtornos para outros se divertirem, e nisso parece que ninguém pensa. Acho muito mimimi. Se você pagou 160 paus e ficou sem água não é por culpa do pipoca, e sim da organização. Um copo d’água descartável custa em torno de 0,40, com 160 reais daria pra comprar uns 400 pra cada corredor inscrito. Dezoito copos por atleta não custariam nem 10 reais. Se calculassem o dobro, 36 copos por atleta, não dariam 20 reais e ainda sobrariam mais de 140 reais. Isso sem falar nos patrocinadores. Quanto vocês acham que a Rede Globo lucra com os patrocinadores dela na transmissão da SS?

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  4. edson

    vergonha, falta de agua todos comprando nos comercio, staff, todos mal educados brigando com corredores, parei para socorrer um corredor na rua caído, o rapas inves de acionar ambulância pedia para tirar ele da rua que estava atrapalhando, final de prova, todos que nao tinham inscrição colocaram na calçada sem condições de andar deixando a paulista só pra quem tivesse inscriçao, 1 vez que vi tal coisa, e mais isotônico prometido no trajeto nada e os voluntários da staff de medalhas no peito, vergonha, vergonha

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  5. Anônimo

    Prova organizada pela Yescom nunca mais!

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  6. Nestor Tito

    Estava lá!foi realmente é lamentavelmente o q ocorreu,tive que comprar água gelada de um camelo no meio da prova…e no final bem uma fruta?esses organizadores não devem ter corrido nunc uma prova…fora o horário que é péssimo pra essa época do ano!!!

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  7. Anônimo

    “toma” essa sao silvestre

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  8. Maria Aparecida Izidio Veroneze

    Falta de água, desorganização, total!!!!

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  9. Marcos Alberto de oliveira

    Particirei inscrito dessa prova e vi e vivi todas essa dificuldades e sentir na pele cheguei a ter um desmaiar logo depois da chegada e não tivê nunhum apoio da organização e também minha esposa procurou água nesse momentor e não achou .nota 0 para a organização

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  10. Tânia Regina Moreira Cezar dos Santos

    Meu sonho era participar dá são silvestre mais não foi uma experiência pra conseguir uma água foi difícil vi pessoas passando mal no meio do percurso foi Triste sendo que não foi barato e diz que foi por causa dos pipocas mas se fosse mais barato a corrida mais pagantes ia ter
    E precisa contar com isso pq todas as corridas vai ter pipocas e na chegada tinha caixas e caixas de água então foi falta de organização!
    Não sei se volto!!

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  11. Anônimo

    Eu sou da turma da farra e comprei minha própria água, eu corri em 2015 e os posto de hidratação tinha muita água sem contar os isotônico agora esse ano deixarão sim faltar água eu presenciei um rapaz do posto de hidratação jogando copinho de água pra cima e estava um empurra empurra e quando falei pra eles irem mais de vagar pra pegar a água o rapaz que estava entregando água falou bem assim, tem que empurrar mesmo que se dane peguem água a vontade.entao a organização tem que contratar pessoas sérias pra trabalhar em um evento desse e não colocar qualquer pessoa porque aí sim vira bagunça.

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  12. Maria Carbajal

    Também corri a São Silvestre, meu número era o 30561. Foi uma vergonha a falta de água e a desorganização. Reclamei com a Yescom e no Reclame Aqui e eles botaram a culpa nos “pipocas”. Respondi dizendo que não tinham me convencido que faltou água e que eles que são especialistas em organização de corridas deveriam ter previsto isso. Estou fora da São Silvestre e de qualquer prova organizada pela yescom. É uma falta de respeito com os atletas. Ponto positivo foi a solidariedade das pessoas que iam distribuindo água e os atletas que compartilhavam a água que tinham comprado, gostei de ver. Maria Carbajal

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  13. Sheila

    Minha opinião sobré isso tudo, corri a São Silvestre, tomei água em todos os pontos de hidratação, mas o que realmente estragou tudo, foi os pipocas , sei lá sem nenhuma educação, vi coisas terríveis até um cidadão virando na cabeça a água, do gelo derretido, não só ele com o vários, eu acho absurdo eu pagar para essas pessoas usufruir do que paguei, e pior tem uma tal equipe mostro sei lá do que, em todas corridas paga que eu vou, sempre tem um lá, mal educado me recordo de uma corrida que passamos enfrente de algumas residência o infeliz gritava, e dizia eu acordei cedo eles tbm tem que acordar, só acho não é justo eu pagar e ficar sem minha água, meu isotônico para essas pessoas mal educadas, se divertirem nas minhas custas. Fora aos pipocas.

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  14. Anônimo

    Danilo
    Os inscritos em seus devidos pelotões coloridos e os pipoca no pelotão dos não inscritos

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  15. Danilo

    Danilo
    Os pipocas ficarem atrás do último pelotão dos inscritos

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  16. Robson

    Óbvio que a organização da São Silvestre é ruim. A direção tecnica da prova é de um amadorismo assustador. Ainda mais se considerarmos que essa é a prova mais importante do Brasil e uma das mais importantes da América Latina. Não há separação dos pelotões, fica tudo na conta da consciência do corredor.
    Mas os bandidos e bandidas que invadiram a prova estão completamente errados. Independente da falta de água. Se essas pessoas não tinham inscrição, não deveriam ter ido. Simples assim. Qualquer tentativa de justificar essa atitude é tentar encobrir o erro. A prova disso é a criação de um grupo no Facebook para reunir 10.000 pessoas para reclamar de tudo menos da presença de quem não se inscreveu. Coincidentemente, 10.000 pessoas é o número estimado de bandidos na prova.
    Insisto: absolutamente nada justifica a atitude de “pipocar” em provas. Alguns comentários reclamam do preço alto. É simples: não vá. E outra: como essas pessoas explicam que existam bandidos em corridas que custam R$ 30,00 (preço da volta da USP de 2016)? Como elas explicam que em corridas que são gratuitas (organizadas pela prefeitura de SP) existam bandidos alegando que é “direito” correr se bastava fazer a inscrição e não pagar nada? Como essas pessoas explicam que em corridas que são apenas para mulheres, homens invadem as provas com as mais diversas desculpas (acompanhar mulher, namorada, mãe, avó, tia, amiga, etc)?
    A verdade é uma só: pessoas desonestas sempre serão desonestas. O que elas precisam é apenas da oportunidade. E é aí que a organização das provas erram. Que se apertem os controles de acesso aos eventos, que fiscais de prova entrem na corrida e retirem quem está sem inscrição. Esse não é um problema exclusivo do Brasil. Mas no exterior o combate a esse tipo de prática é pesado. Que seja aqui também.

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  17. SONIA SARAIVA

    CERTAMENTE QUE A CULPA NÃO FOI DOS “PIPOCAS”. A água atendeu apenas cerca de 10 mil pessoas. Tive que comprar uma água com gás em um bar (a comum havia acabado); Paguei R$5,00 por uma água em um ambulante no após não encontrar água no terceiro Posto de Abastecimento. Vi corredores se digladiando na disputa pelos últimos copos de água em um Posto. Nem mesmo aquela água de coco com gosto de rapadura foi distribuída. Viajei de BH a São Paulo para passar sede na São Silvestre. Muitos corredores viajaram de mais longe e até vieram do exterior. UMA VERGONHA.
    Na Volta da Pampulha além da água distribuíram a água de coco. A YESCOM já tem a fama (má) de péssima organizadora. O abastecimento de água e isotônicos é sempre precário, só atendendo 70% dos corredores. Dessa vez piorou muito. NÃO ENTENDEMOS O MOTIVO DE ELA SER MANTIDA COMO “ORGANIZADORA” EM GRANDES EVENTOS INTERNACIONAIS COMO SÃO SILVESTRE, MARATONAS E VOLTA DA PAMPULHA. Corrupção, parente influente, ou o quê?
    FIZ A MEIA-MARATONA DO RIO EM MAIO DE 2016, NÃO ORGANIZADA PELA YESCOM, E FOI MARAVILHOSA. TINHA ÁGUA DESDE A LARGADA.
    A vontade é irmos todos de “pipoca” em 2017.

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  18. anomino

    Infelizmente as empresa que organizam corridas no Brasil só visam lucros.Como as corridas de ruas popularizaram ai eles “metem a mão” e a chamada lei da oferta e procura. Culpa disso é nossa mesmo, pois na hora que começarmos a boicotar as corridas quem sabe assim o preço cai e fica mais acessível para todas as classes sociais.
    Em relação a água como pode faltar água para uma corrida que você paga R$160,00? Se for comprar copos de água no atacado, o preço por unidade sai a +/- R$0,40 ou talvez menos.Uma pessoa deve tomar em média, vamos colocar 10 copos de água, então você pagaria somente pela água algo entorno de R$4,00. Quanto que a organização deve ter arrecadado com inscrições? R$160,00*+/- 30.000 pessoas=R4.800.000,00 logico que arrecadaram muito mais. Com isto não justifica jogar a culpa nos “pipocas”. É sempre assim que acontece, quando alguém não consegue justificar os próprio erros, sempre jogam culpa em alguém. Deveriam ter humildade e verem que errou no planejamento. Agora falta de dinheiro para comprar água não foi!!!!

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  19. Anônimo

    foi uma vergonha meu sogro passou mal com sede,comprei agua varias veses.

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  20. José Donizete

    Realmente pra mim foi uma decepção, pois, viajar mais de 400 KMs pra participar da São Silvestre 2016 e chegar lá encontrar uma desordem total na organização do evento.
    Tudo começou na entrega do Kit, enfrentar uma fila enorme de quatro quadras.
    No outro dia que era o evento, colocaram tapumes em toda a Paulista impedindo os participantes de chegarem à sua zona de largada.
    Colocaram um ponto de água à 04 km da largada.Um absurdo isso com o calor que fazia.
    Senhor dirigente, será que você teve a coragem de colocar seus parentes para participar dessa corrida? Eu duvido.
    Peço mais compreensão,menos egoísmo.
    Afinal da pra se ver que o lucro pra vocês é muito pelo preço que pagamos na inscrição e com certeza merecemos um tratamento digno pelo valor pago.

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  21. Lucas Landim

    Vamos lá! De acordo com a empresa, tinha 35% de pipocas… Não encontrei o número oficial de inscritos mas, de acordo com a mesma organização tinha 18 copos dágua pra cada inscrito. A fórmula é simples! Supondo que tenham 100 inscritos, teríamos 35 pipocas e 1800 copos de água:
    100 + 35 = 135 -> 1800/135 = média de 13,33 copos por participante.
    Agora vamos para os números reais. A organização disse que tinha 540.000 copos de água, 18 para cada inscrito, então teve 30.000 inscritos.
    35% de 30.000 inscritos é 10.500 pipocas.
    30.000 + 10.500 = 40.500 -> 540.000/40.500 = média de 13,33 copos por participante (pagantes e pipocas)!
    De acordo com a própria organização, tinha 13,33 copos de água por participante, seja pipoca ou inscritos! Será mesmo que a culpa foi dos pipocas? Acho que faltou mesmo foi organização! E para não sair feio, culpam quem não se inscreveu! Que coisa feia heim, Yescom?

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  22. Jorge Rezende de Jesus

    Sou nordestino e nunca imaginei que fosse quase morrer de sede em São Paulo. Foi isso que aconteceu comigo, durante a corrida de São Silvestre. Só conseguir achar água na República e na Paulista. Me sentir mal, foi necessário usar o suor da camisa para aspirar a umidade, pois as narinas estavam ardendo, ressecadas, pensei que fosse desmaiar.

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  23. Carlinhos do Esporte

    participei São Silvestre, como falo todo ano, e termino a prova muito bem e nessa ultima corrida não consta o meu nome na classificação final. Viajei mais de mil quilômetros para essa prova.

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