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Antes do vôlei de praia na Rio 2016, já tivemos eventos olímpicos tão tarde?

18 de agosto de 2016

As finais feminina e masculina do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro bateram um recorde: não há registro de uma final olímpica disputada tão tarde no fuso horário local. Os dois jogos foram programados para as 23h59 dos dias 17 (feminina) e 18 (masculina) de agosto, superando a final masculina dos 1.500m no atletismo em Atenas (2004), que foi programada para as 23h40 e era até hoje a mais noturna da história.

Os registros oficiais também apontam outras duas finais olímpicas em horários incomuns para o país-sede: em Pequim, 2008, a prova individual dos saltos, no hipismo, começou às 23h28, ao passo que a prova masculina das argolas, na ginástica artística, teve sua decisão iniciada às 23h19 no horário de Atlanta, em 1996.

Leia também: Volêi de praia foi criado por soldados americanos

O vôlei de praia já havia igualado, no Rio de Janeiro, uma marca dos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. Até a Olimpíada desembarcar na Cidade Maravilhosa, a partida entre Itália x União Soviética no polo aquático masculino, disputada em 31/8/1960, havia sido a única iniciada à meia-noite e tinha o recorde de sessão mais noturna da história dos Jogos (ao longo do tempo, outras competições se iniciaram até mais tarde, mas fazendo parte de uma sessão iniciada mais cedo, algo comum em esportes como tênis e boxe).

A programação do vôlei de praia reservou um jogo por dia à meia-noite a partir do quarto dia de disputa. O pedido partiu da emissora de TV norte-americana NBC, uma das grandes parceiras do COI. Como o esporte é bastante popular nos Estados Unidos, o horário se encaixa no horário nobre da TV americana. Na primeira semana de competições, as finais da natação (uma das modalidades de maior audiência) terminavam por volta das 23h30 de Brasília (22h30 em boa parte dos Estados Unidos). Horário ideal para que o vôlei de praia encerrasse a programação logo na sequência (meia hora depois). Esse horário das finais da natação também foi bastante criticado pelos nadadores, uma vez que as finais não costumam ser tão tarde.

Na segunda semana, a disputa nas areias de Copacabana entrou no vácuo das provas do atletismo, também alvo de muita atenção do público em geral. As duplas norte-americanas monopolizaram o horário da meia-noite nas oitavas de final com Walsh/May no feminina e Dalhausser/Lucena no masculino. Walsh/May ainda fizeram as quartas e a semifinal nessa faixa – Dalhausser/Lucena caíram nas quartas para os brasileiros Alisson/Bruno em jogo realizado às 16h.

O que não estava nos planos da NBC era o fato de nenhuma dupla norte-americana estar na final. Derrotadas na semifinal para as brasileiras Agatha/Barbara, Walsh/May acabaram fazendo o jogo de fundo do último dia do vôlei de praia feminino. A disputa pelo bronze, vencida pelas americanas contra as brasileiras Larissa/Talita foi às 22h no horário de Brasília. Enquanto a final entre Agatha/Barbara e as alemãs Ludwig/Walkenhorst rolava em Copacabana, a NBC transmitia a reprise da partida que decidiu o bronze. No masculino, os americanos sequer foram às semifinais.

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