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A história das principais marcas de futebol de botão

29 de maio de 2011

Na era dos videogames, é cada vez mais difícil convencer um menino a se interessar por futebol de mesa – carinhosamente chamado também de futebol de botão. Estou me esforçando para o meu filho mais novo, Antonio, gostar um pouquinho de futebol de botão. Estamos jogando (do jeito dele) numa mesa que foi do meu mais velho – e que, ultimamente, só decorava o quarto.

Catálogo Estrela de 1972 com o campo Estrelão

O futebol de botão foi mania nacional durante os anos 1970 e 1980. A modalidade surgiu na década de 1930. Foi criada pelo brasileiro Geraldo Décourt, que batizou a novidade de “Celotex” – material usado para fazer os jogadores. Na minha infância e adolescência, cheguei a ter quase 100 times de diferentes marcas. Você se lembra de qual era a sua marca preferida?

O Blog do Curioso resolveu contar a história de alguns das principais fabricantes do brinquedo em São Paulo. Tive a ajuda do colecionador Cláudio Ferrari. Ele ganhou o primeiro time – um Palmeiras da marca Canindé – aos 5 anos. Hoje, Cláudio tem 800 clubes de marcas antigas. Também fabrica botões personalizados que podem ser comprados por 35 reais no site BFA Store. Veja o que descobrimos sobre as empresas:

Brianezi

A loja da Brianezi ficava na avenida Álvaro Ramos, no bairro paulistano do Belém. Nela, volta e meia, aconteciam campeonatos. Em 1987, a empresa tinha em catálogo 245 times (130 brasileiros, 45 de seleções nacionais e 70 de equipes de outros 23 países). Apesar de tanta variedade, Flamengo e Corinthians correspondiam a 30% das vendas. As peças produzidas pela Brianezi eram conhecidas como “botões de tampa”, porque eram feitos de celulóide, material usado em tampas de relógios antigos. Em 1986, a Brianezi passou a fabricá-los em tamanho um pouco menor e em outro material.

O criador da marca, Paulo Brianezi, era apaixonado por botão. Nos anos 1960, ele começou a confeccionar as peças nos fundos da loja de que era dono. O negócio foi oficializado em 1973. Foi criado até um Grêmio Recreativo Brianezi, para que os fãs de botão se reunissem para jogar. A mensalidade dos membros era revertida para a AACD. Paulo morreu em 1978 e o negócio passou para as mãos do filho, Lúcio Brianezi.

O negócio também sofreu com as exigências de pagamento de royalties. Com a produção de clubes brasileiros parada, o mercado ficava morno. Uma parceria que poderia ter dado certo foi quando um diretor do Palmeiras sugeriu que eles voltassem a fazer botões com o escudo do time, que ficaria com 7% do faturamento. Isso durou um ano, mas não funcionou porque as crianças também queriam botões dos times rivais. A empresa não foi oficialmente fechada, mas parou de funcionar em 2001.

Canindé

Existiu durante os anos 80 e tinha fábrica na Vila Ema, Zona Leste de São Paulo. Os botões, que eram um pouco menores que os outros do mercado, vinham em uma caixinha amarela quadrada. Cláudio afirma que era uma das marcas mais baratas que existiam na época. Só fabricava times nacionais e se destacava por produzir uma variedade muito grande de clubes. Entre os 37 times da Canindé da coleção de Cláudio estão Caldense-MG, Uberaba-MG e Colorado-PR (que se juntou ao Pinheiros para formar o Paraná Clube).

Champion

Foi lançada no final dos anos 80 e durou até a década seguinte. O diferencial era que os botões não tinham cores – eram todos transparentes com o símbolo do clube colado por baixo. Cláudio tem 32 times da marca em sua coleção. Um deles é a Seleção Argentina, com a qual ele venceu quatro Copas do Mundo organizadas com um grupo de 12 amigos.

Craks da Pelota

Criada em meados da década de 1970, a Craks tinha loja na rua 24 de maio, no centro de São Paulo. Os fundadores eram Guilherme Biscasse e Antônio Carlos Bernardo. Biscasse acabou comprando a parte do sócio e tocando o negócio sozinho. O botão era no estilo “tampa de relógio”.

A fábrica ficava num galpão da Rua Costa Aguiar, no Ipiranga. Tinha cerca de 30 funcionários. “Eu me lembro de visitar a empresa um dia e os funcionários estarem fazendo um amigo secreto, era bastante gente”, diz Lennon Biscasse, filho de um dos fundadores.

O negócio começou a ter problemas quando os grandes clubes passaram a exigir o pagamento de royalties pelo uso dos distintivos . “Eles pediam mais do que a empresa podia pagar”, conta Lennon. A fábrica mudou para a Mooca e depois foi vendida. Hoje, os filhos de Guilherme Biscasse mantêm a marca Ki-Gol, também no estilo “tampa de relógio”.

Estrela

A Brinquedos Estrela fabricou peças de futebol de botão de 1948 a 1979. Entre os anos de 1972 e 1985, ela fabricou o Estrelão, um dos campos (“mesa”) de futebol de botão mais famosos de todos os tempos. Toda criança tinha um. Bem, pelo menos, eu tinha…

A empresa tinha acordos com os times de futebol que permitiam o uso de seus escudos. No entanto, a partir da década de 1990, a relação azedou. De acordo com a assessoria de imprensa da Estrela, “as administrações eram (eram???) amadoras e, quando havia mudanças nas presidências dos clubes, os novos dirigentes não cumpriam os contratos anteriores”. A Estrela desistiu de  trabalhar com produtos licenciados.

Gulliver

Em 1959, o espanhol Mariano Lavin Ortiz chegou ao Brasil com seus filhos. Eles fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos dez anos depois. O nome foi escolhido porque, na infância, Ortiz adorava a história “As Viagens de Gulliver”.

Com quarenta décadas, a empresa foi responsável por brinquedos clássicos, como as pelúcias da Família Peposo, os Agarradinhos e o Forte Apache. Começaram a fazer botões na década de 1970. Em 1977, começaram a estampar o rosto dos jogadores e pararam por volta de 1980.

Em 1986, a empresa vendeu 150 mil equipes! Um atrativo era o preço mais baixo. Enquanto um Brianezi custava na época 140 cruzados, um time da Gulliver saía por quatro vezes menos. Os botões Gulliver são produzidos até hoje.

Jofer

Nos anos 60, a Jofer, que ficava na cidade de Guarulhos (SP), lançou uma coleção de onze times de mesa: cinco clubes do Rio de Janeiro, cinco de São Paulo e a Seleção Brasileira de 1962. Cláudio tem as onze. Ele encontrou a relíquia na Feira de Antiguidades do MASP, em 1998. Pagou R$ 2 mil e levou os times para casa. Os botões da marca têm uma espécie de suporte para encaixar os símbolos dos clubes embaixo das tampas transparentes. Todos levam a impressão “Jofer – Ind. Bras”. Ela deixou de existir na década de 1990.

Sportec

Teve vida curta nos anos 80. Cláudio conta que os botões dessa marca são mais difíceis de conseguir. “A qualidade é excelente, mas esse produto nunca foi divulgado”, conta ele. O diferencial da Sportec era que o próprio cliente decorava seu time. Os botões vinham os adesivos da faixa, símbolo do clube e do número, e o jogador era quem colava tudo no lugar certo e ainda pintava a tampa. Cláudio possui 12 times dessa marca.

Leia também:
10 jogos clássicos
Geraldo Décourt e a criação do futebol de mesa (ou de botão)
Beatles x Rolling Stones no futebol de mesa? Designer cria botões de bandas de rock

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28 Comentários

28 Comentários

  1. Andre Varga

    Sensacional MARCELO!
    Fez lembrar da minha infância! 🙂
    Os goleiros feitos de cx de fósforos e arreia dentro… bons tempos!
    Ainda tenho meus botões Brianesi e Sportec guardadinhos. Não fosse seu post e pesquisa, não me lembraria das marcas. Parabéns!
    Uma pergunta: eu tive tbem botões de “garalite” (é esse o nome?)
    Que fim tiveram? Qual a história?
    Forte abraço.
    🙂

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  2. ari meneghini

    Excelente matéria. Eu passei uns dois anos jogando botão direto. Tinha um cara que era professor de comunicação na rua, ele mesmo confeccionava os botões. Ele ensinou toda a garotada a fazer os botões. Comprávamos as tampas de relógio na Lapa. A bolinha fazíamos com feltro e linha.
    Uma das técnicas para chutar rasteiro era fazer um corte no botão assim todo “chute” saia rasteiro ao chão.
    boas lembranças !!

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  3. Alexandre Barreira

    Parabéns Marcelo pela excelente reportagem. E, como você disse no começo do texto, muitas crinaças naõ conhecem ou não se interessam muito. Obrigado por me fazer lembrar da infância. Abraços. Alexandre Barreira, Clube do Botão Gaspar Vaz de Mogi das Cruzes.

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  4. Eugenio Artuso

    Marcelo, fantástica as recordações que voce nos trouxe. Sou de 1949, e com 7 anos já brincava de jogar botão. Tinha , e tenho alguns times, de uma fábrica da rua da Alfandega, no Brás, que fabricava os botões tipo “Canoa”, que vinham com o distintivo e uma tecla de plástico, que o prendiam no botão. Fazia os n° na máquina de datilografia de meu pai. Na embalagem vinha descrito “FUTEBOL MINIATURA” (tenho algumas). E os times ainda tenho são: Juventus, Santos, Portuguesa, São Paulo, etc…Tenho uma coleção de aproximadamento 340 times ( Brasil, Exterior e Seleções). Revivi 50 anos, que ótimo. Sou Paulistano, porém hoje moro em Anápolis-GO.Parabéns e muito obrigado!

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  5. Rogério Varandas

    Caro Marcelo///Parabéns pelo Blog do Curioso! Gostaria de saber se ainda existem (jogos) feitos com (tampas de relógios). Eram muito usados nos anos 70/80, devido a sua “flexibilidade” e alto desempenho. Eu tive um do Flamengo e o desempenho era sensacional! No aguardo de uma resposta – envio-lhe um fraterno abraço e votos de um Feliz Natal!!! Rogério Varandas. Barbacena,MG.

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  6. EVANDRO

    Tenho 36 anos e lembro muito bem dos jogos de botões, colecionava os bia delas. Infelismente não volta mais os bons tempos.otoes da marca canindé aquele da caixinha amarela. quantas saudades daquela época em que as crianças tinham imaginação em brincar , com tanta simplicidade. Tinha vários times dos quais cito alguns XV de jaú , noroeste, ferroviaria, portuguesa , hoje não tem mais graã nenhuma, as crianças só pensam em jogos eletronicos, a merda da internet que tira toda a infânc

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  7. Bertoni

    Queridos botonistas, comecei em 1962, fazia no assoalho a copa do Chile
    com botões canoinha, coloquei escalações, crie uniformes, os jogos eram
    narrados em padrão raiofônico, incluindo uma interferencia atmosférica de
    nome “estática” comum às transmissões da época… imitávamos esse tal
    chiado tirando um som da garganta junto com a narrativa… Em lances de
    maior emoção entrava o “reporter de campo” ( o outro técnico ) para a
    confirmação da jogada… Ao final da partida, acreditem, botões até eram
    entrevistados pelo suposto reporter, perguntas e respostas eram sempre
    muito engraçadas e rachávamos o bico. A loucura prosseguiu até 1969,
    já adotando os botões “Onze de Ouro” ( Jofer )… eu saia excurcionando
    pelo bairro com o time campeão de cada temporada e ía incorporando as novidades em regras que surgiam por toda a cidade, lembro que aqui em
    Sampa foi realmente uma febre e descobrí que muita gente adotava o dadinho de 7mm como bolinha… Hoje o dadinho é mais usado no Rio com
    um tamanho pouco mais reduzido. Não gosto muito da bolinha redonda
    porque requer um toque muito sutil prendendo muito o foco do jogo para
    ela e acaba tirando um pouco o brilho do jogo. O Dadinho nos dá o “time”
    certinho do jogo, traz o balanço do futebol real, ajuda no imaginário dos
    passes e chutes, lançamentos em curva, dribles e fintas curtas, chutes
    com efeito, de rosca, sentimos quando pegamos bem na bola, cheio de
    artimanhas as vezes fica rodopiando após uma rebatida ou dividida alem de emitir seu som característico, enquanto as redondas são mudas, sem
    uma parada precisa e costumam escorrer pelos desníveis existentes nas
    mesas. Tudo bem cada um pode jogar com a bolinha preferida, para isso
    temos realmente um jogo democrático e criativo. Em meados de 1970…
    subí para as mesas, fazia meus estádios. Após pesquisar muito as regras
    fui inventando: Goleiro que encaixa a bolinha, escanteio congelado, bola
    presa, cartões amarelos e vermelhos, contusões, impedimento, bicicleta,
    barreira opcional para as faltas, juiz eletrônico ( fita K-7 gravada que já
    substituia o relógio). Jogando até hoje do meu jeito e sem nenhum tipo
    de divulgação estou agora com um campeonato brasileiro em aberto desde
    2003, faltam 6 rodadas e está sendo liderado pelo Atlético PR, vai entrar
    para o livro dos recordes como o campeonato de botão mais longo, talvez,
    de todos os tempos… Construí o estádio Fiori Gigliotti e muitos amigos
    elogiam como uma mesa excepcional, algo fora do comum. De vez em
    quando jogo com algum botonista perdido por aí, sempre tentando “puxar”
    o meu vigésimo brasileirão “interminável” ! Abraços a todos os botonistas !
    bertoniclaudio@yahoo.com.br

    Responder
  8. Alviverde/SP

    Há uma controvérsia nesse artigo…Que eu saiba, a Jofer de Guarulhos é que fabricava o “Craks da Pelota”(eu tinha vários times), que era de acrílico com a foto dos jogadores com uma tampinha atrás da circunferencia de acrilico transparente. Eu tinha o timaço de 1972 do Palmeiras com as fotos do Leão, Eurico, Luis Pereira, Ademir da Guia, etc.
    Do Corinthians tinha o Diogo, Miranda, Rivelino, Ivair, Adãozinho, etc. Vendia-se em todas as boas casas de brinquedo em São Paulo. A embalagem do “Craks” na ocasião não era vermelha, e sim, azul, e o endereço que constava neles era da Jofer, na Av.Antonieta, não lembro o nº., Guarulhos. Alguém da época da década de 1970 até 1980, deve se lembrar…

    Responder
  9. sergio

    ola amigo vc sabe aonde eu posso encontrar botoes de madreperola ou semelhante, eu agradeceria muito.fabricas. obrigado

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  10. Marcelo Abud

    Caro Marcelo Duarte, sensacional falar em futebol de botão nos dias de hoje. Felizmente, meu filho – que está com 5 anos – estimulado por mim, é claro, está batendo um bolão no futebol de mesa. Já está jogando certinho e me dando bailes homéricos. Ele não troca uma partida (ou várias) comigo por nenhum videogame. Aliás, quando quiser, podemos promover um desafio com o Antonio. Que tal um campeonato no “Você é Curioso?”, só com a garotada, narrado pelo Ulisses Costa e comentado pelo Mauro Betting. Daí poderemos criar a vinheta “Futebol de mesa (ou de botão) é com a Bandeirantes!

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  11. Marcelo

    Faltou mencionar os inesquecíveis BOLAGOL, lembra?

    Responder
  12. Edmir

    Lembro-me da emoção que era ir ao relojoeiro e pedir celuloide, na Casa Verde tinha um cara que tinha uns dois armários cheio de celulóide cada gaveta que abria era uma víamos com emoção aquelas maravilhas. Eu tinhas uns quatro times o meu tricolor com Valdir Perez Getulio cara grande entre outros, mas o inesquecível era meu time da Iuguslávia, carinhosamente pintado de guache branco azul e vermelho, nossa! que época. Foi muito bom ler o artigo e os comentários. Alguem sabe onde encontrar celulóides? Gostaria de montar uns dois ou tres times pra brincar com meu afilhado, “viciado em video game”…rsrsr

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  13. Fernando Biscolla

    Mantenho até hoje uma boa coleção de times da Brianezi. Tive vários times de carinhas da Gulliver, uma verdadeira paixão. Pelo que li, muitas empresas fecharam por conta da cobrança dos royalties dos clubes. Que grande besteira! Os clubes perderam a chance de se tornarem ainda mais populares e por tabela declinaram uma brincadeira maravilhosa que é o futebol de botão. No entanto, fervem os blogs atualizando os escudos e até ensinando a fazer os botões. É só pesquisar e continuar com essa brincadeira com os filhos, sobrinhos, netos, amigos, etc.

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  14. Júlio César

    Parabéns pelo blog, sou Júlio César tenho 34 anos e o post me fez voltar a infância nos anos 80, quando morava no Rio de Janeiro. Hoje moro em São Paulo e estou tentando ensinar aos meus filhos o gosto pelo botão. Gostaria de saber se há algum local em São Paulo onde haja reunião de pessoas amantes do futebol de botão, pois atualmente resido na cidade. Um grande abraço

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  15. Walter Lelis

    Amigos, alguém se lembra daqueles botões que eram vendidos nas bancas de jornal na década de 1960. Eram dos 5 grande de São Paulo e do Rio. Goleiro do São Paulo era o Suli, do Santos o Gilmar. Tinha o Geraldino no Santos. Era vendido igual figurinhas, em envelopes, e tinham as chaves que eram os mais difíceis de achar.
    Eram parecidos com esses da Jofer.

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  16. Elias Furtado

    Ótima e saudosa matéria. Sou apaixonado pelo futebol de botão e venho procurando ensinar e passar tudo que sei ao meu filho de 6 anos. Comecei a jogar na minha terra, Cruzíli-MG, nos idos de 1978, com meu irmão mais velho. Naquela época, como a situação financeira não era das melhores, jogávamos na mesa da copa com os botões Canindé. Brianezi, vim a ter nos anos 80. Atualmente, tenho vários times, muitos deles antigos. Principalmente o Flamengo, de todos os tempos, feito com as saudosas lentes amareladas dos relógios de bolso. Acabei de adquirir um campo oficial e estou preparando a temporada 2015 com meu filho. Abraços a todos.

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  17. Carlos Henrique dos Santos Nunes

    Parabéns ao Marcelo pela pesquisa.
    Também aproveitei muito do futebol de botão na infância. Ainda tenho muitos dos meus times que eram feitos de lente de acrílico e celulóide. Tinha muitos fornecedores em BH e adorava comprar as lentes “amarelinhas” para serem lixadas e transformadas em atacantes, já que sempre gostei de utilizar as bolinhas achatadas. Também tive muitos times da Brianezi, dentre outras marcas.
    Atualmente jogo com meu filho eventualmente, no entanto tenho gratas lembranças do passado…
    Abraços
    Carlos Henrique dos Santos Nunes

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  18. Guilherme de Alencar Cardeal

    Na minha infância joguei muito futebol de botão, na rua onde eu morava em Arapiraca-Alagoas, a gente fazia um campeonato que tinha até troféu para quem se consagrava campeão. Hoje eu e mais um pequeno grupo de amigos voltamos a jogar o futebol de botão aos sábados a noite, é bom para unir o pessoal e relembrar os bons tempos do início dos anos 80, saudável muito saudável ! Parabéns, Marcelo por esta importantíssima contribuição aos aficionados do futebol de botão. Precioso trabalho !

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  19. vINICIUS vILELA

    Sempre gostei das lentes de relógio de bolso pois encobrem com facilidade e escorregam melhor. Tenho meu time ha quarenta anos.

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  20. Alberto Kaplan

    Alguém sabe onde conseguir os chamados “botões de madrepérola”, que eram abaulados,transparentes , de cores lindas tipo tom pastel com alguns rajados.
    Eram nos anos 70 no RJ os mais procurados pois deslizavam mais do que os outros
    e com suas bainhas arredondadas encobriam os goleiros com mais facilidade.
    Nunca houve botões como estes tanto na função como na beleza. Quando caíam no chão ficavam com pequenos lascados o que lhes dava aparência única. Eu tinha uns
    trinta o que me fazia invejado por todo o Rio de Janeiro. Aonde andam? Nunca mais os vi e parece que ninguém os conhece em feiras de botões. Quem souber de seus paradeiros que me escreva, por favor. Meu e-mail: albertokaplan7@gmail.com

    Responder
  21. Marcelo Silva

    Ótima materia, lembro que comprava na feira do guamá, aqui em Belém do Pará, no final dos anos 80, acho que era na época da copa união 1987, vendia uma cartela com 5 times da gulliver, lembro que eram basicamente os times do modulo verde ( 16 times, primeira divisão) e mais o Sport e o Guarani,,,,,acho que é isso…………..um grande abraço

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  22. Alysson Cardinali

    Os botões Gulliver são produzidos até hoje? Aonde? Moro no Rio de Janeiro e já procurei – sem sucesso – por botões Gulliver em todo o Estado. Alguém pode me indicar como conseguir esses botões, cuja qualidade é imensa? acardineto@yahoo.com.br

    Responder
  23. Ricardo Machado

    Tenho até hoje um botão da Sportec, a seleção da Holanda, lembro que comprei no Shopping Ibirapuera, na Procópio em 1981. Em 1982, ano de copa, a Sportec anunciava na revista Placar a venda de todas as 24 seleções da copa 1982, lembro que acabei comprando a seleção do Chile, Brasil e Itália.

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  24. jose carlos

    Meu amigo tenho 41 anos e fui uma criança/adolescente apaixonado por botões. jogava das 08 da manha ate as 8 da noite .. porem o tempo passou e hoje tenho outros hobbies. tenho cerca de 40 times da brianezi oficiais (usados claro) e isso fica guardado a 7 chaves. porem como nao jogo mais . gostaria de vende-los e dar a chance para os apaixonados pelo botôes de curtir. como faço para vende-los??? meu email é jiujitsurp@hotmail.com sou de rib preto – sp

    Responder
  25. angelo.raposo@uol.com.br

    Marcelo,tem fabricante no Rio, Sr. Alfredo, já falecido que fabricava botões de madrepérola e galalite. A fã fábrica no bairro do Encantado
    Av Angelo raposo

    Responder
  26. Cariri Futebol Clube

    Amei a história e sou apaixonado por botão e quero aumentar a coleção

    Responder
  27. MARCOS VIANNA EIFLER

    Faltou comentar os botões bertisa do Rio, os puxadores do Rio grande do Sul, também famosos.

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  28. Leonardo Santos

    A Gulliver e a Estrela com seus panelinhas fizeram os jogadores melhores tecnicamente. Panelinha só não chuta bem bola que é menor que a altura dele jogador. Mas demais bolas, especialmente redondas, eles são muito bons. Infelizmente a Gulliver caiu demais em qualidade. Foi absoluta nos anos 80, especialmente aqueles que tinham um círculo grande no verso do jogador. 1984 a 1987 se produziram os melhores Gulliver. Queria até adquirir mais alguns dessa época, para substituir alguns Gulliver recentes. Meus principais times são Gulliver e Panelinha: Itália, França, Espanha, Brasil, Alemanha. Argentina, Holanda e Uruguai só consegui botões Gulliver para suas tonalidades quando muito recente ela produziu dessas cores. Real Madrid, Barcelona, Internazionale, Juventus, Milan… tudo Gulliver 1984/1987…. Os melhores.

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  1. Beatles x Rolling Stones no futebol de mesa? Designer cria botões de bandas de rock - São Paulo para Curiosos - […] monta todos times artesanalmente. “Faço com lentes de 45mm de acrílico, assim como eram os da Brianezi“, detalha. “Faço…

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