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10 atentados políticos

24 de abril de 2019

1. Júlio César (44 a.C.)
Foi um dos maiores generais da Antiguidade. Seu filho adotivo, Brutus, e outros quatro inimigos lhe deram 23 punhaladas na entrada do Senado. Tinha 58 anos.

2. Calígula (25 d.C.)
O terceiro imperador romano foi assassinado nas escadarias de seu palácio, aos 29 anos, vítima de uma revolta. Seu nome completo era Caio César Augusto Germânico. A palavra Calígula significa “pequena sandália”. Recebeu esse apelido porque, tendo sido criado no meio dos soldados, usava sandália com eles para ganhar sua simpatia.

3. Rei Luís XVI (1793)
Com o início da Revolução Francesa, em 1789, o rei francês foi deposto e capturado. A invenção da gilhotina foi fundamental para o ritmo industrial das execuções. O pescoço de Luís XVI não foi poupado, mesmo após um julgamento — nada imparcial, diga-se.

4. Abraham Lincoln (1865)
Lincoln estava no camarote presidencial do teatro Ford. O ator John Wilkes Booth chegou ao camarote às 22h30, armado com uma pistola e um punhal. Deu um tiro na altura da nuca do presidente e fugiu a cavalo. Foi capturado dez dias depois num depósito de tabaco, na Virgínia, e morto ao tentar resistir à prisão. Lincoln morreu no hospital às sete da manhã do dia seguinte, aos 56 anos.

5. Carlos Machado Bittencourt (1897)
O imperador do Brasil d. Pedro II saía do concerto de estreia da violinista Giulietta Dionesi, no dia 15 de julho de 1889, no Rio de Janeiro. Um rapaz bem vestido tentou alvejá-lo em sua carruagem. Escapou, mas foi reconhecido depois e acabou preso. Era um português chamado Adriano Augusto do Vale. O imperador não quis que o processo fosse levado adiante. Disse que o atentado não passou de um gesto alucinado de um rapaz inexperiente. Anos depois, no dia 5 de novembro de 1897, o soldado Marcelino Bispo de Melo tentou assassinar Prudente de Morais e acabou matando a punhaladas o ministro da Guerra, Carlos Machado Bittencourt, que veio em auxílio do presidente. O soldado se enforcou na prisão. 

6. Arquiduque Francisco Ferdinando (1914)
O terrorista sérvio Gravrilo Princip disparou tiros contra o arquiduque, provável herdeiro do trono da Áustria, e sua esposa, Sophia. Os ânimos políticos ficaram acirrados, e a Áustria declarou guerra contra a Sérvia, acusada de cumplicidade no crime. O atentado e a declaração de guerra austríaca fizeram com que a Primeira Guerra Mundial eclodisse.

7. Mohandas Karamchand Gandhi (1948)
O líder hindu Gandhi promoveu uma campanha em favor da libertação da Índia, então colônia inglesa. Em 1922, foi condenado a seis anos de prisão. No ano de 1943, tentou convencer a Inglaterra a dar independência à Índia por meio de uma greve de fome. Morreu aos 78 anos, assassinado com três tiros pelo editor de um jornal nacionalista, Nathuran Godse, membro de uma organização político-religiosa contrária a Gandhi. Godse, que já havia planejado um outro atentado dez dias antes, acabou condenado à morte.

8. Malcolm X (1965)
Defendia os direitos civis dos negros e foi o fundador da seita religiosa Organização da Unidade Afro-Americana e da Mesquita Muçulmana. Antes de iniciar um discurso no Audubon Ballroom, em Nova York, recebeu um tiro e caiu morto no palco.

9. Martin Luther King (1968)
Defensor dos direitos dos negros e Prêmio Nobel da Paz em 1964, Luther King conversava com amigos na sacada do Lorraine Motel, em Memphis. De repente, ouviu-se um estampido. Uma bala atravessou seu rosto. O presidiário foragido James Earl Ray foi preso como autor do disparo.

10. Robert F. Kennedy (1968)
O senador Robert Kennedy, irmão mais moço do presidente John Kennedy, estava perto de ser indicado o candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais. Numa área reservada do Ambassador Hotel, em Los Angeles, Kennedy foi surpreendido pelo palestino Sirhan Bishara Sirhan. Morreu com um tiro na cabeça.

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