História dos nomes de 10 escolas de samba paulistanas

24 de abril de 2019

1. Nenê de Vila Matilde
No dia 1º de janeiro de 1949, data da criação da escola, os sambistas que criaram a Nenê chegaram a um impasse: estava tudo pronto para a agremiação ser fundada, só faltava o nome para que o registro fosse feito. Algumas alternativas foram cogitadas, como Unidos de Marapés e Primeiro de Janeiro, mas nenhum agradou a todos. Enquanto isso, Seu Nenê tocava despreocupado seu pandeiro, em pleno cartório. O tabelião logo perguntou: “Quem é esse senhor?”. Depois de ouvir sobre o Seu Nenê, logo deu a dica: por que a escola não se chamaria Nenê? Foi assim que a Nenê de Vila Matilde ficou com o nome de seu primeiro presidente, Seu Nenê, que esteve à frente da escola por 47 anos, até 1996, quando deixou o cargo por problemas de saúde.

2. Pérola Negra
Existem duas versões para a origem do nome Pérola Negra. Resultado da fusão da Escola de Samba Acadêmicos de Vila Madalena com o Bloco Boca das Bruxas, a Pérola Negra teria ganhado esse nome porque essa joia é a mais rara da natureza. Assim, a escola de samba seria uma joia rara do samba. Outra versão diz que um dos fundadores da escola escolheu o nome após ver o rótulo de uma garrafa da cerveja Pérola Negra. A Pérola Negra estreou no carnaval paulistano em 1974, quando as escolas ainda desfilavam na avenida São João.

3. Tom Maior
A escola de samba do Sumaré surgiu em 14 de fevereiro de 1973, fundada por ex-integrantes da Camisa Verde e Branco. A escolha do nome veio da letra da música homônima, de Martinho da Vila. Nela, Martinho canta: “Vai ter de amar a liberdade, só vai cantar em tom maior”. Pela teoria musical, as canções executadas em tons menores costumam soar tristes. As que são executadas em tons maiores, ao contrário, soam alegres. Por isso, a escola de samba Tom Maior escolheu esse nome: pretende levar alegria aos foliões.

4. Vai-Vai
Havia um time de futebol no bairro do Bixiga, no final da década de 1920, chamado Cai-Cai. Ele mantinha um grupo de choro, que costumava animar as festas promovidas pelos atletas. Dois rapazes que também moravam na região, Livinha e Benedito Sardinha, costumavam frequentar as comemorações sem serem convidados, e logo começaram a ser chamados de “turma do vai-vai”. Tempos depois, quando a dupla de penetras resolveu fundar seu próprio conjunto, achou interessante manter o nome. O Vai-Vai cresceu, virou bloco carnavalesco e acabou dando origem à escola de samba.

5. X-9 Paulistana
Fundada em 1975, a X-9 surgiu de um encontro de boleiros de fim-de-semana. Um grupo de amigos que costumava comemorar as vitórias do Grêmio Internacional Parada Inglesa, time do bairro na zona norte, com muito batuque e cerveja gelada teve a ideia de criar uma escola de samba. Daí surgiu a Filhotes da X-9, nome original da escola de samba. Criado pelo norte-americano Dashiell Hammet, o Agente X-9 era um herói de quadrinhos muito famoso na década de 1930, que também fez sucesso no Brasil. É daí que vem o nome da escola de samba. Com o tempo, a Filhotes da X-9 mudou de nome para X-9 Paulistana, e também mudou de bairro: saiu da Parada Inglesa para o Carandiru.

6. Camisa Verde e Branco
Quem pensa que a escola tem esse nome por ter alguma relação com a torcida organizada do Palmeiras está enganado. É apenas uma coincidência as cores da escola serem as mesmas cores do time. Ambos foram fundados no mesmo ano, 1914, quando a Mancha Verde dos estádios estava longe de existir. Para reforçar a tese, o Camisa Verde e Branco é a escola-madrinha da Gaviões da Fiel, composta por membros da torcida do Corinthians, o grande rival palmeirense.

7. Rosas de Ouro
É mais uma escola de samba paulistana cujo nome costuma gerar confusão. A escola não tem nada a ver com o tradicional cordão carioca Rosa de Ouro, homenageado por Chiquinha Gonzaga na primeira marchinha composta no país, “Ó Abre-alas” (“Rosa em ouro é quem vai ganhar…”). A escola de samba Rosas de Ouro foi batizada com esse nome por causa de uma condecoração criada pelo papa Gregório II no ano de 730 para homenagear moças católicas. O prêmio era o buquê Rosas de Ouro.

8. Mocidade Alegre
A escola de samba teve origem a partir de um bloco carnavalesco em que homens saíam vestidos de mulher. Na época da fundação, em 1967, os integrantes queriam batizar a escola de “Mocidade Louca”. Mas Evaristo de Carvalho, radialista da Rádio América, sugeriu o nome “Mocidade Alegre”, pela alegria que os jovens esbanjavam ao desfilar pelas ruas no Carnaval.

9. Estrela do Terceiro Milênio
A escola foi fundada em 1998, época em que muito se falava sobre a virada do milênio, que se daria em 2001. Foi em homenagem a esse acontecimento que a primeira escola de samba do bairro do Grajaú foi batizada.

10. Império de Casa Verde

Apesar do nome, a escola tem como cores oficiais o azul e o branco. O nome “Casa Verde” vem do bairro da escola, na Zona Norte.

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