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O lado sombrio das princesas

6 de abril de 2021

Em 2000, os Estúdios Disney lançaram a franquia Disney Princess (Princesas Disney) com o maior sucesso. O que poucas crianças sabem é que boa parte delas são baseadas em contos de fadas muito antigos – e um tanto sombrios. Mas, para garantir uma boa bilheteria, Walt Disney orientava seus roteiristas a adaptarem essas histórias. Queria que elas ficassem mais palatáveis para a audiência familiar.

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Vamos conhecer algumas curiosidades das histórias originais de três princesas, contadas pelo especialista Sílvio Alexandre. O primeiro filme de animação da Disney foi Branca de Neve e os Sete Anões, de 1937. A história é bem fiel à contada pelos irmãos alemães Grimm em 1812. A principal mudança é que no conto original a Rainha Má é convidada pela princesa para o seu casamento e é obrigada a dançar com sapatos de ferro em brasa até a morte.

Cinderela, de 1950, é a primeira princesa loira da Disney. O ponto de partida mais importante dessa trama é Pentamerão, do escritor italiano Giambattista Basile (1674), base para versões do francês Charles Perrault e também dos irmãos Grimm. Na versão original, as irmãs de Cinderela se mutilam para conseguirem calçar o sapatinho de cristal. Uma corta os dedos dos pés, e a outra tira um pedaço do calcanhar. No final da história, elas comparecem ao casamento da princesa e têm seus olhos bicados por pombos.

Já a história da Bela Adormecida é mais sombria. A princesa está em sono eterno. Um rei aparece, quebra seu encanto e a estupra. Noves meses depois, ela dá à luz a gêmeos. Um deles chupa a farpa da maldição e a faz despertar. O rei volta e eles se apaixonam. A rainha descobre a traição e ordena que os gêmeos sejam cozinhados e dados como alimento ao próprio rei. Ela falha, mas ainda, tenta jogar a Bela Adormecida. O rei intervém e lança a própria mulher no fogo. Ele e a princesa se casam e vivem felizes para sempre com seus filhos. Essa versão foi escrita em 1636 pelo italiano Giambattista Basile. Em 1697, o Perrault resolveu recontá-la, eliminando o nobre estuprador e, colocando em seu lugar, um belo príncipe, que acordaria a princesa com um beijo. O filme da Disney, de 1959, foi baseado nessa versão francesa.

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