Você sabe o que é um “big bug movie”? Trata-se de um estilo de filme do final dos anos 1950 em que insetos gigantes aterrorizavam pequenas cidades. Eram tarântulas, formigas e gafanhotos.

Para satirizar esse tipo de filme, o diretor John Debello lançou em 1978 uma das mais bizarras franquias do cinema. Mas seu filme não possuía nenhum inseto asqueroso. Eram tomates que rolavam e atacavam os pacatos moradores de uma cidade.

O ATAQUE DOS TOMATES ASSASSINOS

Em “O ataque dos tomates assassinos”, tomates gigantes, fruto de uma experiência mal-sucedida do departamento de agricultura, saem rolando pelas ruas, encurralando e passando por cima de quem estivesse na frente.

A arma que salva a humanidade dessas terríveis criaturas, fazendo-os explodir, é a irritante música  “Amor de puberdade”, cantada pelo personagem Rony Desmond. Quem emprestou a voz para o personagem na canção foi o baterista da banda Pearl Jam, Matt Cameron.

O orçamento da produção foi de apenas 90 mil dólares. Surpresa: de tão tosco, o filme acabou virando cult. Ganhou uma sequência em 1988, com o título de “O retorno dos tomates assassinos”. Quem dá o ar da graça no segundo filme é um jovem ator que se tornaria muito famoso alguns anos depois: George Clooney.

A saga dos tomates parou por aí: em 1990, veio a sequência “Corra que os tomates assassinos vêm aí”. Dois anos depois, John Debello teve fôlego para lançar o quarto filme: “Os tomates assassinos comem a França!”, contando com a participação dos principais atores da série, John Astin e Rick Rockwell.

Lidar com tantos tomates deve ter traumatizado o ator Stephen Peace, que interpretou o capitão Wilbur Finletter. Eleito senador pela Califórnia, cargo que ocupou entre 1993 e 2002, Peace criou um projeto de lei bastante curioso: determinava que os mercados colocassem etiquetas em tomates, para diferenciar os naturais… dos artificialmente amadurecidos.