Mãezonas (e vovós) inesquecíveis da televisão

7 de maio de 2021

Às vésperas de mais um Dia das Mães, o especialista Magalhães Júnior relembrou no programa “Quem Te Viu, Quem TV” de mãezonas inesquecíveis em novelas e seriados e nacionais e internacionais.

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Donna Stone
“Nossa vida com mamãe” [no original “Donna Reed Show”, série que começou a ser exibida no Brasil em 1961, tinha a atriz Donna Reed no papel de Donna Stone, uma mãe de três filhos: um casal pré-adolescente e… o marido, um médico pediatra. Ela era o centro de convergência de todas as ações, reações e resoluções dos episódios. Levava tudo com muita leveza até com pitadas de comédia. Esta série foi criada para concorrer com “Papai Sabe Tudo”, que tinha o pai da família como personagem central.

Luiza
“Meus filhos, minha vida”, novela escrita por Ismael Fernandes, Henrique Lobo e Crayton Sarzi, foi exibida pelo SBT em 1984. Mirian Pires interpretava Luzia, mãe de três filhos (Raymundo de Souza, Carlo Briani e Denis Derkian), sempre empenhada em ajudá-los a superar os revezes da vida.

Vitória Bonelli
A novela “Vitória Bonelli”, de Geraldo Vietri, foi exibida pela TV Tupi, entre 1972 e 1973. Ao perder o marido, Vitória Boneli – a atriz Berta Zemmel –  é obrigada a lidar com a falência financeira que herdou. Precisava lidar com os problemas criados pelos quatro filhos, interpretados por Tony Ramos, Carlos Alberto Riccelli, Flamínio Fávero e Annamaria Dias. A personagem de Vitória Bonelli foi a primeira a dizer a palavra “bunda” na televisão.

Victoria Barkley
A série “Big Valley” tinha duas personagens femininas protagonistas: a filha Audra e a mãe Victoria. Big Valley tinha uma característica muito parecida com a série Bonanza, que era só de personagens masculinos. Victoria Barkley, viúva e mãe de três filhos e uma filha, comandava com mão de ferro uma grande fazenda na Califórnia, enfrentando todos os tipos de obstáculos no final do século XIX.

Dona Armênia
Em “Rainha da Sucata”, o personagem da atriz Aracy Balabanian roubou a cena. Dona Armênia e seus “filhinhas” , que era como ela chamava os três filhos marmanjos, imortalizou a expressão “na chón” [no chão]. Aracy, que é de origem armênia, não teve dificuldade em expressar a personagem da mãe protetora com o sotaque armênio, defendendo os “filhinhas” como se fossem verdadeiros bebezinhos.

Mamãe Dolores
A personagem negra da novela “O Direito de Nascer” apareceu na tela pela primeira vez, na TV Tupi, em 1965. Isaura Bruno interpretou Mamãe Dolores, mãe de criação do protagonista, Albertinho Limonta (Amilton Fernandes).  Em 1978, uma nova versão de “O Direito de Nascer”, desta vez com a atriz Cléa Simões, No SBT, em 2001, Mamãe Dolores retornou novamente ao vídeo, agora interpretada pela atriz Dhu Moraes, que fez parte do grupo musical As Frenéticas.

Shirley Partridge
Interpretada pela atriz Shirley Jones, esta jovem viúva se vê obrigada a encabeçar a banda musical formada pelos cinco filhos pela sobrevivência da família. “A Família Dó Ré Mi”, cujo título original era “The Partridge Family”, tinha no elenco a presença do cantor David Cassidy, que fazia o papel do filho.

As avós, que são “mães em dobro’, também foram homenageadas por Magalhães Júnior.

Esther Walton
Uma avó que ficou muito conhecido estava na série “Os Waltons”, exibida no Brasil nos anos 1970. A história tratava do cotidiano e das inúmeras dificuldades de uma família e sua serraria, que era de propriedade de um casal idoso: o vovô Zeb Walton e a vovó Esther Walton. Tudo era narrado pela ótica de um dos netos do casal, chamado John Boy.


Em “A Família Buscapé”, uma família do interior dos Estados Unidos fica milionária da noite para o dia ao encontrar petróleo em sua propriedade. Muda-se, então, para a luxuosa Beverly Hills. O choque cultural entre a pacata vida no interior e a vida agitada da grande metrópole trouxe grandes confusões. Quem está no centro delas é a “Vó”, que era assim chamada até pelo próprio filho.

Sophia Petrillo
“As Super Gatas”, série dos anos 1990, mostra o dia a dia de três amigas, mulheres adultas e bem vividas, que moram juntas. Elas tinham a companhia de uma velhinha atrevida, ranzinza e até meio desbocada, chamada Sophia (Estelle Getty), mãe de uma das amigas, Dorothy, uma professora divorciada.

Por fim, Magalhães Júnior apresentou ainda duas “mammas italianas’ da televisão brasileira:

Nair Bello, uma mamma italiana por excelência e por definição. Ela interpretou duas mãezonas em duas séries, ambas criadas por Geraldo Vietri, nos anos 1980. A primeira foi “Dona Santa”, uma viúva que conseguia sobreviver dirigindo um táxi. A segunda foi “A Casa de Irene”, em que interpretava a dona de uma pensão.

Na minissérie “La Mamma”, de 1990, Dercy Gonçalves fazia o papel da mamma, numa história ambientada nos anos 1920, em Minas Gerais.

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