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Bienal Internacional de São Paulo

24 de abril de 2019

O empresário Francisco Matarazzo Sobrinho, mais conhecido como Ciccillo, criou a Bienal Internacional de São Paulo em 1951, logo após a inauguração do Museu de Arte Moderna (MAM). A mostra foi a primeira exposição de grande porte realizada fora do eixo cultural EUA-Europa.

Sua edição inicial seguiu os moldes da Bienal de Veneza e enfrentou dificuldades para reunir participantes. As pessoas tinham receio em mandar seus trabalhos para um país que não possuía visibilidade cultural no mundo. A exibição seria um fracasso, não fosse a intervenção da esposa de Ciccillo, Yolanda Penteado. Yolanda foi pessoalmente a Europa apresentar a proposta do evento e convidar os artistas.

As 1.854 obras que a embaixatriz da Bienal conseguiu trazer à São Paulo vinham de 23 países. Elas foram expostas na esplanada do Trianon – espaço ocupado hoje pelo MASP -, onde os arquitetos Luís Saia e Eduardo Kneese de Mello projetaram um polígono de madeira de 5.000 metros quadrados.

Em 2003, quando a Bienal chegou à 25ª edição, já haviam participado do evento 10.660 artistas de 148 países. Eles apresentaram 56.932 obras.

Confira a linha do tempo:

1951
Em 20 de outubro, tem início a 1º Bienal Internacional de São Paulo. A mostra foi organizada pelo empresário Ciccillo Matarazzo, contou com a participação de 23 países e ocorreu na esplanada do Trianon, onde hoje está o Museu de Arte de São Paulo (MASP).

1953
A segunda edição do evento abre as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. As obras são expostas no Pavilhão das Nações, onde ficaram expostas as representações dos países da Europa e do Oriente, e o Pavilhão dos Estados que recebeu as representações das Américas, do Brasil e a Mostra Internacional de Arquitetura. Todo o complexo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e erguido em tempo recorde.

Um dos maiores destaques da exposição foi a tela Guernica, de Pablo Picasso, que até então nunca tinha deixado o Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Foi necessário, além do esforço do industrial Cicillo Matarzzo, um apelo pessoal do pintor Cícero Dias, que era muito amigo de Picasso – o telefone do espanhol em Paris era registrado no nome de Dias.

1957
A Bienal passa a ocupar definitivamente um pavilhão no Parque do Ibirapuera. Ele é batizado de Pavilhão Ciccillo Matarazzo.

1959
É inaugurada uma área para teatro. Agora a mostra cobre artes dramáticas, plásticas, filmes, pintura, escultura e arquitetura.

1962
Em 8 de maio de 1962, é criada a Fundação Bienal de São Paulo, uma instituição privada sem fins lucrativos.

1969
Diversos artistas e intelectuais assinam o documento Não à Bienal. O manifesto é uma forma de expressar a oposição dos artistas participantes à ditadura militar.

1975
Depois da 13ª Bienal, Ciccillo Matarazzo afasta-se da diretoria da Fundação Bienal. Ele morre dois anos depois.

1977
A exposição passa a ser organizada em núcleos temáticos.

2003
A mostra chega à 25ª edição. Ao longo deste tempo, 10.660 artistas de 148 países participaram do evento com 56.932 obras.

2004
Em homenagem aos 450 anos de São Paulo, a Bienal tem entrada franca. O tema do ano é Território Livre.

 

 

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