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A ficção científica invade o rock

14 de julho de 2021

A corrida espacial e a descida do Homem na Lua em 1969 provocaram uma explosão de músicas de ficção científica. Grandes ícones do rock eram fãs do gênero, como Jimi Hendrix, que narrava visitas de extraterrestres ao nosso planeta em suas músicas, e David Crosby, que sugeria que as ondas de rádio podiam ser sinais de formas de vida alienígena em canções da banda The Byrds.

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Mas foi a cultura pop dos anos 1970 que criou uma interface com o futuro, conta o especialista Sílvio Alexandre. O álbum “A Ascensão e Queda de Ziggy Stardust e as Aranhas de Marte“, do cantor inglês David Bowie, contava a história do alienígena Ziggy, uma estrela do rock, cuja música falava sobre política, drogas e liberdade sexual. Alertava ainda a humanidade sobre os perigos de se autodestruir.

O conjunto canadense Rush também usou a ficção científica no álbum “2112” para discutir o conceito de individualismo x coletivismo. Com algumas músicas inspiradas na série “Além da Imaginação”, programa favorito dos membros da banda, “2112” conta a história de um jovem para libertar a civilização das garras da Federação Solar, em um futuro distópico governado pelos Sacerdotes dos Templos de Syrinx, com seus grandes computadores, enchendo os corredores sagrados: “Atenção todos os planetas da Federação Solar / Nós assumimos o controle!”

O grupo alemão Kraftwerk explora as relações entre humanos e robôs e o impacto do avanço tecnológico na condição humana.  A música é feita por computadores e executada por robôs. Isso é real? Isso é humano? Em vez de nos dar respostas, o Kraftwerk fica feliz em fazer as perguntas. Os vocais robóticos da sua música repetem sucessivamente as palavras “homem” e “máquina” até as duas se fundirem.

Depois da separação dos Beatles, em 1971, Sir Paul McCartney formou a banda Wings. Como fã da série “Star Trek”, e profundo conhecedor de seus conceitos, ele decidiu contratar seu criador, Gene Roddenbery, para escrever um épico de ficção científica. Os dois se reuniram em novembro de 1976, e Paul apresentou um esboço para que Gene usasse no roteiro.  A ideia era que sua banda Wings fosse parte de uma batalha intergaláctica em uma competição de bandas do espaço sideral. Como a Paramount decidiu reviver “Star Trek”, Roddenberry abandonou seus planos com McCartney. Um resquício do projeto pode ser visto na capa do álbum “Back to the Egg“, de 1979.

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