O refrigerante Gini foi criado na França, em 1971, pelo Grupo Perrier. Com seu sabor mais ácido, o Gini buscava ser uma alternativa ousada em relação aos refrigerantes tradicionais de limão. Na França, seu slogan dizia: “La plus chaude des boissons froides” (A mais quente das bebidas geladas). A marca também ganhou notoriedade por campanhas publicitárias de forte apelo sensual, direcionadas ao público jovem.

No Brasil, o refrigerante Gini chegou na mesma década de 1970. Foi apresentado aqui como “É novo, é Gini, é um estalo. Um novo sabor em sua vida”. As primeiras garrafinhas eram verdes e continham 185 mililitros da bebida. Saiu do nosso mercado nos anos 1990.

A bebida sabor limão rivalizou no seu auge com uma porção de marcas que estão na memória afetiva dos brasileiros, como Crush, 7Up, Cerejinha, Pop, Grapette, Guaranás Skol e Brahma, entre outras. Algumas continuam existindo, outras desapareceram de vez.

Os fãs do refrigerante perceberam que o sabor de Gini foi “copiado” pela Schweppes Citrus. Em 1990, o grupo Cadbury Schweppes adquiriu as marcas Oasis e Gini do Grupo Perrier. Em 1999, a The Coca-Cola Company adquiriu os direitos da marca Schweppes em diversos países, incluindo o Brasil.

O Gini foi relançado no Brasil no final de 2024, produzido pela Bellpar Refrescos, de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Há pouquíssimas informações sobre a criação da bebida. Não encontrei, por exemplo, uma explicação oficial para a escolha do nome Gini. Há algumas explicações não-oficiais. Uma diz que o nome Gini veio de “génial” [genial em francês]. Outra aponta que o nome teria vindo de “genièvre” [zimbro em francês], que é a planta usada no gin, para dar um certo exotismo ao refrigerante.