Gorgonzola é o nome de uma cidade de 20 mil habitantes, que fica na região metropolitana de Milão, no norte da Itália. Esse tipo de queijo teria sido produzido ali pela primeira vez no final do século IX, início do século X. A cidade de Gorgonzola era um ponto de parada dos pastores que levavam o gado para os Alpes. O queijo teria sido criado como uma forma de aproveitar o leite durante as viagens.
Um acordo entre a União Europeia e o Mercosul decidiu proteger o produto original. Ou seja: só pode ser chamado de gorgonzola o queijo feito nessa região italiana, com uma série de regras e com um selo específico chamado de DOP (Denominação de Origem Protegida).
É o que já acontece, por exemplo, com a champanhe. Se não for produzida na região francesa de Champagne, a bebida não pode usar esse nome. Por isso a chamamos aqui de espumante.
Em inglês, o queijo já é conhecido como blue cheese. O termo “queijo azul” é usado de forma genérica para descrever qualquer queijo que apresenta “veias azuis” (azuis? olha, eu vejo a cor verde) devido à ação de fungos, colocados no queijo durante o processo de maturação.
A título de curiosidade: a vinícola brasileira Peterlongo é a única fora da França a usar o nome “champanhe”. A decisão foi tomada pelo STF em 1974, com a justificativa de que a vinícola já utilizava o termo antes de a região de Champagne se tornar DOP. Instalada em Garibaldi, na serra gaúcha, a Peterlongo foi fundada pelo imigrante italiano Manoel Peterlongo, que chegou ao Brasil em 1899. Fabricou seu primeiro espumante em 1913 e, dois anos depois, abriu a empresa.
Mais uma: o champanhe ou a champanhe? De acordo com o Dicionário Houaiss, “champanhe” é um sinônimo de dois gêneros. Ou seja: as duas formas estão corretas.
