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Dono de fazenda escondeu as mulheres durante pernoite do imperador Pedro I

5 de setembro de 2015

Dia 24 de agosto de 1822. Uma pausa na viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo. Mogi das Cruzes, a 62 km de distância das “margens do Ipiranga”, em São Paulo, foi escolhida para o pernoite do imperador e sua tropa. Duas semanas mais tarde, ele seria responsável por um dos mais memoráveis momentos da nossa história – a independência do país. Antes de partir de Mogi, a tropa deixou uma bandeira do império de recordação. A bandeira virou a principal atração do museu da cidade.

“Quando o Museu Histórico Visconde de Mauá foi inaugurado, em 1948, a bandeira ficava nos gabinetes, esticada, o que era prejudicial para ela”, conta Maria Lucia Freitas, secretária-adjunta de Cultura de Mogi das Cruzes. “Depois de muitos anos assim, ela finalmente recebeu o devido tratamento”. Em 2000, Mogi preparou uma vitrine climatizada, que mantém o símbolo nacional em perfeito estado.

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A bandeira imperial que a tropa de Dom Pedro I deixou em Mogi das Cruzes 14 dias antes da Proclamação da Indeoendência (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

Durante a sua passagem pela região, o imperador encontrou abrigo em uma fazenda. “Ele e sua tropa ficaram hospedados na fazenda de meu tataravô”, conta a artista plástica Denise Pires Almeida. Segundo Denise, que cresceu ouvindo os relatos de sua avó já falecida, Rosalina Meyer, a propriedade da família era a maior da região, a única capaz de abrigar D. Pedro e seus homens, por isso foi a escolhida.

A fama de homem galante e mulherengo construída por Dom Pedro provocou calafrios no tataravô de Denise. “Minha avó contava que ele escondeu todas as mulheres da casa – netas, filhas, sobrinhas”, relata. A fazenda não existe mais. “Com o tempo, ela foi loteada e hoje pertence a muitos donos”, explica Denise. Ela própria nunca esteve no local, mas se agarra nos relatos familiares. “Lembro até hoje da minha avó nos contando como meu tataravô morria de medo de as filhas se apaixonarem pelo imperador e como ela se sentia importante por ter abrigado alguém da monarquia”, confessa. Denise entrou em contato com a produção do “Manhã Bandeirantes” na sexta-feira passada, depois da entrevista feita com Maria Lúcia Freitas, do Museu Visconde de Mauá. Ela não se recorda do nome do tataravô nem da fazenda.

Retrato de Dom Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil

“Não há como provar que a hospedagem na fazenda realmente aconteceu, mas esse trajeto, com parada em Mogi, foi realmente feito pelo imperador”, atesta o pesquisador Paulo Rezzutti, membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. “Não sei se aconteceu de fato, mas, pelo sim pelo não, é algo memorável, que entrou para a história de nossa família”, finaliza Denise.

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1 Comentários

1 Comentário

  1. Marcelo

    Qer aparecer pendura 1 melancia. Mentirosa do caramba. Vergonha alheia. Conta 1 mentira mas não sabe onde ficava e nem onde era e nem o nome do parente. Dom Pedro II era uma pessoa extraordinária e não iria avacalhar com uma família digna, havia respeito e educação em sua pessoa. Ave Império!

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