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A história do Zoológico de Varsóvia ganha filme e nova edição do livro no Brasil

27 de abril de 2017

A americana Diane Ackerman é famosa pelos livros sobre história natural, por suas poesias e também por contar um episódio importante da Segunda Guerra Mundial. Em 2007, ela lançou “The Zookeeper’s Wife”, que chegou ao Brasil no ano seguinte com o título de “O Zoológico de Varsóvia”. A tradução chega agora à sua segunda edição pela Editora Harpercollins e está prestes a invadir também as telonas brasileiras. Lançado nos Estados Unidos no dia 30 de março passado, o filme estrelado por Jéssica Chastain deve chegar ao Brasil nas próximas semanas – a estreia estava inicialmente marcada para hoje, dia 27 de abril, mas foi adiada.

O livro de Ackerman conta a história do casal Jan e Antonina Zabinski. Os dois comandavam o renomado zoológico de Varsóvia, capital da Polônia, nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Em setembro de 1939, o país foi invadido pelas tropas alemãs de Adolf Hitler. Os alemães indicaram Jan, zoologista, engenheiro e professor de Geografia, para o cargo de superintendente dos parques públicos de Varsóvia.

Livro de Diane Ackerman virou filme

A perseguição imposta aos judeus pelo regime nazista na Alemanha se estendeu aos países dominados. Jan conheceu muitos judeus por ter ido diversas vezes aos guetos de Varsóvia estudar a flora local. Ainda que fosse cristão, resolveu ajudá-los a escapar da fúria alemã. Vários deles haviam perdido suas casas. Durante os ataques de setembro de 1939, o zoológico foi praticamente todo devastado. Muitos animais morreram. Foi aí que ele teve a ideia de esconder os colegas judeus no “lado ariano” da cidade.

No zoológico, ele e Antonina mantinham uma pequena vila e resolveram abrigar por lá, nas gaiolas vazias, os judeus em situação de perigo. Ao longo de três anos, centenas deles receberam a ajuda até que pudessem encontrar um local seguro para se refugiar. Antonina e o filho, Ryzsard, abriram espaço também na residência da família (foram 12 pessoas hospedadas em uma casa simples de dois andares). Cuidaram da saúde e da alimentação dessas pessoas. Em um primeiro momento, a família Zabinski tirou tudo do próprio bolso. Depois, contou com o apoio do grupo de resistência polonês Zégota.

Jan Zabinski salvou judeus da perseguição nazista

Jan chegou a ser preso pelos alemães em 1944 e Antonina continuou o trabalho. Em 1968, o casal foi condecorado em uma cerimônia no Yed Vashem, o memorial dedicado às vítimas do Holocausto, em Jerusalém (Israel). Lá, eles foram agraciados com o prêmio “Justo entre as Nações” (“Righteous on the Among Nations”). Foram 6.706 poloneses agraciados com o reconhecimento a quem lutou pela vida dos judeus ante o nazismo.

O filme lançado pela Universal Pictures tem direção da neozelandesa Niki Caro. Além de Jéssica Chastain, que vive Antonina, o filme conta ainda com Johan Hendelberg, que interpreta Jan. Daniel Brühl vive Lutz Heck, o oficial alemão para o qual Jan tinha que se reportar na condição de funcionário público.

Leia também: a morte do “Crocodilo de Hitler”

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6 Comentários

6 Comentários

  1. Anônimo

    Maravilhoso esse filme Sensivel e real na medida

    Responder
  2. Anônimo

    Excelente filme!

    Responder
  3. Anônimo

    Muito bom e emocionante.

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  4. Brenda

    Ótimo, emocionante e vibrante ao mesmo tempo

    Responder
  5. Edna Vicente

    Ótimo filme, recomendo.

    Responder
  6. Marcos

    Um filme onde podemos refletir e não deixar que aconteça novamente.
    Muito bom.

    Responder

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