O “Menino do Rio”, cantado por Caetano Veloso, levava um dragão tatuado no braço. Uma outra figura, bem diferente, foi escolhida pelo paulistano Ricardo Santino da Silva. Dono de onze tatuagens espalhadas pelo corpo, ele estampou no braço esquerdo a mascote que virou ícone das bebidas brasileiras: “Dollynho, o seu amiguinho” – como o mesmo se intitula nas clássicas propagandas do refrigerante. “Queria fazer algo muito diferente e que chamasse muito a atenção”, revela o ajudante-geral de 30 anos. “Vi o Dollynho no comercial e tive a certeza que era ele”.

Ricardo, a Dolly e o Dollynho: 2 horas e 100 reais

A tatuagem foi feita por David Ble, do estúdio Klan Tattoo, localizado em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. “Nunca imaginei que tatuaria o Dollynho”, diz Ble. “Foi bem divertido”. Como bizarrice pouca é bobagem, Ricardo fez também o “Corotinho”, a mascote-gêmea da Cachaça Corote,  uma satirização inspirada em Dollynho. Em seu corpo, também há desenhos de Betty Boop, Homer, o gato Felix e Calvin.

A curiosa tatuagem de perto: “É bonitinho!”, diz o dono

Ao custo de 100 reais, o desenho final do Dollynho demorou cerca de duas horas para ficar pronto. “Quem vê a tatuagem diz que sou louco”, conta, aos risos. As primeiras marcas no corpo de Ricardo foram feitas nos antebraços: duas chamas que saem de suas mãos e chegam próximas ao cotovelo. A inspiração da tatuagem veio de Chester Bennington – ídolo de Ricardo, vocalista da banda Linkin Park, que possui o mesmo desenho.

Os outros desenhados espalhados pelo corpo de Ricardo

Desde 2006, o paulista Ricardo é cantor do grupo New Divide, cover da banda de Bennington. “O Dollynho é meio brisado, aposto que tem a alma roqueira”, filosofa. Além das tatuagens e da música, Ricardo também é fã de refrigerantes – o seu preferido é a Fanta sabor laranja. “Acho Dolly meio ruim, mas o Dollynho é bonitinho”, finaliza.