Um amigo me contou que a filha de 4 anos, ao ver uma máquina de escrever em ação, disse espantada: “Olha, pai, um computador que imprime na hora”. Aviso que ler este post vai deixar você com aquela sensação de estar ficando velho. Pois foi assim que me senti ao descobrir que, assim como o ábaco, a vitrola e o batedor de bolo mecânico, a máquina de escrever habita o Museum of Obsolete Objects (“Museu de Objetos Obsoletos), um canal no YouTube que lista coisas que faziam parte de nosso cotidiano e que hoje foram substituídas por um meio mais moderno de executar as tarefas que estas cumpriam.
Um disquete, por exemplo, não tem mais lugar nos itens básicos de um internauta. Embora houvesse versões com maior capacidade de armazenamento, o tipo mais comum de disquete só podia reter 1,44 MB – um arquivo de música do tipo MP3 facilmente atinge os 5MB.
A ideia de fazer este arquivo é da agência de publicidade alemã Jung von Matt. A média de idade dos 60 funcionários da empresa é 27 anos – boa parte deles nasceu num mundo que não tinha internet ou celulares. Para exercitar a memória e não esquecer dos objetos, eles criaram o site.
Peça mais antiga em “exposição”, a pena era usada para escrever e foi aposentada com a invenção da caneta-tinteiro, em 1860. Já o mais recente objeto deixado de lado, segundo o museu, é a lâmpada incandescente, inventada em 1835 e abandonada em 2009. Será? Em São Paulo, ainda dá para encontrá-las em uso.
Mesmo obsoletos, alguns objetos são lembrados discretamente até hoje. O telefone de disco, por exemplo, era bastante usado até a década de 1980, quando começou a popularização dos aparelhos com teclas. A expressão “disque-pizza” surgiu naquela época – e é usada até hoje, embora quase ninguém disque números para ligar. Talvez o mais correto fosse “tecle-pizza”, ou, melhor ainda, “toque-pizza”, por causa dos celulares com touchscreen surgindo aos montes.
Falando nisso, existe uma solução para quem sente falta do obsoleto telefone de disco, ou para moderninhos que nunca utilizaram um daqueles. O aplicativo Rotary Phone transforma qualquer iPhone em um daqueles aparelhos dignos da casa da vovó.

Ih, a lista de obsoletos cresce a cada dia! Quando comecei a trabalhar na empresa onde estou hoje, há 25 anos, os telefones eram de disco, preparávamos os documentos em máquinas de escrever elétricas, depois surgiram algumas eletrônicas; usávamos o Telex para enviar mensagens urgentes, depois apareceu o Fax. Os primeiros computadores eram feios pra caramba e operavam em DOS, com aquela tela preta e letrinhas verdes. Não tinha variações de tamanho ou tipo de fonte, e as impressoras eram matriciais!!! Os primeiros celulares que a Diretoria adquiriu eram enormes, do tamanho de um telefone sem fio, ou maiores!!!Gente, isso em 25 anos!!!
Logo o IPHONE 1 estará no Museu.
Uma forma que encontrei para chamar a atenção sobre a obsolescência programada, foi a de escrever meus posts na minha Remington 17. O que valoriza o teor nostálgico nas publicações. Mas realmente é item de museu.
Uma pena. Se interessar, dá uma olhada: http://blogdoantiquado.blogspot.com/2012/02/obsolescencia-programada.html