Beócio
A antiga Grécia tinha uma região chamada Beócia, onde todos os habitantes eram agricultores e não sabiam ler. Por causa disso, os intelectuais de Atenas criaram o termo “beócio” para se referir a uma pessoa inculta.

Bocó
Em francês, “boucaut” é o nome de um saco feito de pele de bode para o transporte de líquidos. Os brasileiros criaram um saco parecido, mas com couro de tatu, que ganhou o nome de bocó. O bocó não tem tampa, está sempre aberto. Isso deu origem à palavra que significa um sujeito bobo, sempre de boca aberta.

Fedelho
Palavra usada para se referir a rapazes que ainda têm comportamento infantil. Vem do latim “foetere”, que é “soltar mau cheiro”. É uma alusão ao cheiro ruim que os bebês deixam em suas fraldas. “Fedido” e “fétido” vêm daí também.

Idiota
“Idíos” em grego significa “próprio, particular”. Daí veio a palavra “idiótes”, um homem que só tem conhecimento de suas coisas e que desconhece o mundo à sua volta.

Histrião
No teatro da Roma Antiga, histrião era o ator que fazia o papel cômico em espetáculos populares. A partir daí, o substantivo histrião passou a ser o mesmo que farsante, charlatão, ridículo.

Ignorante
Vem do latim “ignorantia”, que significa “desconhecimento”. Era usada para pessoas simples, sem cultura, mas não tinha conotação ofensiva. Até que, em 1665, o escritor inglês George Ruggie escreveu a peça “Ignoramus” (Nós não sabemos), em que satirizava advogados que opinavam sobre tudo sem ter conhecimento de nada.

Imbecil
Mais um xingamento vindo do latim (o latim deu origem a diversas línguas, como português, espanhol, francês, catalão, romeno e italiano). “Imbecillu” queria dizer alguém fracote, sem força. Com o tempo, passou a ser também fraco das ideias.

Pária
O nome que se dá a um grupo de pessoas rejeitadas vem da palavra “paraiyar”, classe social hindu de 2.000 antes de Cristo, que era obrigada por outros grupos indianos a fazer os piores serviços. Seus integrantes eram tratados como escravos e viviam à margem da sociedade.

Pusilânime
Do latim (nada como o bom e velho latim para deixar nossa boca bem suja!) “pusilanimis”, que significa “de alma pequena”. O que é isso? É o sujeito que tem medo de tomar decisões, covarde, medroso.

Sacripanta
É um dos meus preferidos! Era o nome de um personagem muito malvado que apareceu em dois livros de autores italianos, “Orlando Enamorado” (1495), de Matteo Maria Boiardo, e “Orlando Furioso” (1516), de Ludovico Ariosto. O personagem era tão mau caráter que seu nome virou xingamento.