Histórias que sempre se repetem

16 de novembro de 2011

O herói sempre supera todos os problemas e vence no final. A princesa mimada fica corajosa e ajuda a derrotar os inimigos. Aquele cara grandão e temível, na verdade, é um medroso com coração de manteiga. Ah, os clichês do cinema, da literatura, da TV. Esses recursos ficcionais bem comuns estão listados no TV Tropes.
“Tropes”, em inglês, significa “tropo” – emprego de uma palavra em sentido figurado. Um tropo, na visão do site, é uma convenção ou recurso que o autor tem certeza que será facilmente aceito pelo público. Logo na página inicial, o site já avisa que seu objetivo não é criticar, mas listar os tropos mais comuns dos escritores e roteiristas. Cada lugar-comum citado tem uma lista de exemplos que vão de desenhos animados e filmes a videogames e literatura.
Algumas “regras” de cada clichê costumam ser apresentadas nas páginas. Quando os protagonistas são animais, por exemplo, o que eles comem? Em histórias mais antigas, todos os predadores são vilões (ex: o Lobo Mau em Os três porquinhos). Em O Rei Leão, os personagens principais são carnívoros. A solução para isso é colocar animais carniceiros, como as hienas, como vilões. Veja abaixo três exemplos dos tropos de autores:
O Gigante Gentil
Em geral, o gigante não costuma não ser muito inteligente. Pode ser um amante da  natureza e gostar de coisas que não são consideradas de “machões”, como bebês e flores. Mas ai de quem deixá-lo bravo: quando está com raiva, o gigante gentil libera toda sua força.
Exemplos:

Rúbeo Hagrid, da série Harry Potter: ama os animais, chora com histórias tristes e é pacífico, a não ser que alguém fale mal de algum parente querido.

Jaime Palillo, da novela Carrossel: gordinho amigável que sempre estava de bom humor e tirava péssimas notas em Matemática.

Pumba, de O Rei Leão: medroso, simpático e engraçado; só não o chame de porco, pois isso desperta sua ira.
A Rainha Malvada
Príncipes e reis podem ser bons ou ruins. Princesas são boas. Rainhas boas existem, mas costumam morrer cedo, às vezes no nascimento do protagonista. Mas a maioria delas sempre tende ao mal, principalmente quando o rei morreu, está desaparecido ou é manipulável.
Exemplos:

Rainha de Copas, de Alice no País das Maravilhas: sedenta por sangue, ela quer que todos os julgamentos resultem em uma execução.

Rainha Má, de Branca de Neve: em sua obsessão por ser a mais bela, manda executar a própria enteada.

Cersei Lannister, de Crônicas de Gelo e Fogo (e seriado Guerra dos Tronos): paranoica e obsessiva, não descansa até incapacitar todos os inimigos, mesmo que sejam seus familiares.
Gatos são malignos
A crença popular de que gatos são independentes e orgulhosos, não se apegam aos donos e são egoístas levou diretamente a esse estereótipo. Sempre que há um protagonista roedor, espere pelo menos um gato do mal para tentar fazer dele a próxima refeição.
Exemplos:

Gatos de Um Conto Americano: todos os vilões da série de filmes do ratinho Fievel são gatos querendo explorar ou devorar os protagonistas.

Lúcifer, de Cinderela (Disney): já não basta o nome, o gato ainda tenta comer os camundongos da casa e atrapalhar a própria heroína.

Gato, de CatDog: no desenho, Cão não é inteligente, mas tem um bom coração; Gato, em contrapartida, é inteligente, mas grosseiro e presunçoso.

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2 Comentários

2 Comentários

  1. Paulo

    Oi Marcelo,
    Esse “clichês” são mais profundos na nossa psiquê, a identificação com eles ajuda no sucesso dos filmes. Tem um livro clássico muito bom sobre isso: “O herói de mil faces” do Joseph Campbell. Abraço!

    Responder
  2. Paulo

    Oi Marcelo,
    Esse “clichês” são mais profundos na nossa psiquê, a identificação com eles ajuda no sucesso dos filmes. Tem um livro clássico muito bom sobre isso: “O herói de mil faces” do Joseph Campbell. Abraço!

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