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Animais brilham na cerimônia do Oscar

23 de fevereiro de 2012

No próximo domingo, dia 26,  duas superproduções que contam com a atuação de animais estarão lutando pelo Oscar de Melhor Filme, que será entregue pela 84ª vez pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.  “Cavalo de Guerra” e “O Artista” estão entre os nove concorrentes. Em “Cavalo de Guerra”, como sugere o nome, o protagonista Joey é um equino, enquanto em “O Artista”, um cachorrinho da raça jack russel, que na vida real atende como Uggie, rouba a cena em seu papel coadjuvante.

Na cerimônia do Globo de Ouro de 2012, na noite de 15 de janeiro, Uggie apareceu de gravata borboleta no tapete vermelho, entrou no teatro e subiu no palco no momento de entrega do prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical. Ele arrancou suspiros da plateia com suas piruetas. Confiante, calmo e exibido, o cão transparecia sua experiência: só em Hollywood, já havia atuado nos filmes “Água para Elefantes” (2010), “Cãofusões” (2005) e “Sr. Cupido” (2006).

A nova celebridade animal foi premiada também no dia 13 de fevereiro em Hollywood com o troféu Coleira de Ouro, criado para homenagear o trabalho canino no cinema. Uggie, que já tinha sido indicado por “Água para Elefantes” (2010), desbancou este ano a vilã Blackie (uma cadela da raça doberman, que atuou em “A Invenção de Hugo Cabret”) e levou o prêmio por seu papel no filme mudo “O Artista”. O nome do troféu não é simbólico: trata-se de uma coleira confeccionada em ouro e cravejada com cristais Swarovski. Apesar de o Oscar não contemplar uma categoria que premie animais, é quase certa a presença do astro canino na cerimônia de domingo. O protagonista de “O Artista”, o francês Jean Dujardin, que concorre ao prêmio de Melhor Ator, já mostrou que não desgruda do cãozinho mesmo atrás das telas.

Troféu Coleira de Ouro

Joey, o equino que brilhou nos cinemas este ano, ainda não deu as caras em uma premiação, mas a equipe de produção de “Cavalo de Guerra”, lançado em Hollywood no dia 8 de janeiro, não decepcionou: o animal marcou presença na première do filme. Um dos 14 cavalos que interpretaram Joey sentiu o gostinho de ser uma celebridade ao desfilar pelo tapete vermelho. Steven Spielberg, diretor do filme, se divertiu ao cumprimentar o animal.

Outro cãozinho que está fazendo sucesso no mundo do cinema é Pancho, um jack russel terrier conhecido na Espanha como “cão da loteria”. Seu nome verdadeiro é Cook, ele tem 8 anos e pertence a Antonio Valor, adestrador de animais para o cinema e televisão. Em fevereiro de 2010, a modelo espanhola Maria Reyes levou-o ao Goya Cinema Awards, a noite de gala mais importante do cinema espanhol. Evidente que a noite exigia que ele fosse trajado de smoking.  Hoje, Pancho é o único cão espanhol com contrato de exclusividade de publicidade (com a Lotería Primitiva), apesar de ser liberado para filmes e séries. O sucesso de Pancho no Goya Awards foi tanto que em 2011 ele repetiu o figurino e apareceu de novo, desta vez com a modelo Noelia López. O cachorrinho tem cerca de  14 mil fãs no Facebook.

Não há como pensar em animais no cinema sem se lembrar da chimpanzé Chita. A primata, que estrelou os filmes do Tarzan da década de 1930, impulsionou a onda dos estúdios Disney de incorporar personagens animais em filmes infantis. Jiggs, o macaco que interpretou a personagem, morreu na véspera do Natal de 2011, aos 81 anos. Durante sua vida, praticou artes plásticas e teve uma autobiografia fictícia lançada, que concorreu ao prêmio Booker Prize.

Ainda na década de 1930, outro animal conquistou os amantes e críticos do cinema. Terry, uma cairn terrier, interpretou o famoso Totó, cachorrinho inseparável de Dorothy, em “O Mágico de Oz” (1939). Por esse filme, a cadelinha ganhou 125 dólares por semana, salário maior do que o de alguns atores humanos do mesmo set. Em oito anos de carreira, Terry atuou em outros 12 filmes. O primeiro deles foi “Olhos Encantados” (1934), contracenando com Shirley Temple.

Lassie, uma das cadelas mais famosas da TV, era interpretada por um macho. Pal, que atuou na série de 1943 a 1951, tinha tanto talento que, até hoje, todos os cães que já interpretaram a personagem ainda provêm da mesma linhagem. Não é por acaso que todos os nove foram machos: as fêmeas dessa raça trocam a pelagem periodicamente e são menores, mais frágeis e menos vistosas.

Os produtores do filme “Free Willy” (1993) provavelmente não esperavam que seu protagonista – uma baleia – conquistasse crianças e adultos como se fosse um cãozinho de estimação. A sintonia entre público e personagem foi tanta que Keiko, uma orca de cativeiro capturada na Islândia em 1979, logo se tornou celebridade. No fim da década de 1990, fãs organizaram uma campanha para que ela fosse libertada. A baleia passou por um processo de readaptação na vida selvagem, até ser solta em alto mar em 2002. Um ano depois, não resistiu a uma pneumonia e morreu.

Leia também:
Animais na tela do cinema
Os cachorros mais famosos do cinema e televisão

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