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10 dinossauros brasileiros

24 de abril de 2019

1. Abelissauro (MG e SP)
Predador bípede de grande porte (7 metros de comprimento por 5 de altura de altura), se assemelhava com o temível T. rex. “Como sua anatomia era grande, não conseguia correr e acabava se alimentando de animais mortos”, afirma Reinaldo Bertini, que localizou fragmentos cranianos de 10 a 15 centímetros em Uberaba (MG). Segundo o paleontólogo, quando Steven Spielberg filmava “Parque dos Dinossauros”, um consultor recomendou ao diretor que excluísse as cenas em que o T. rex aparecia correndo, pois, na verdade, o bicho não era capaz de fazer isso. “O filme foi rodado e o equívoco, mantido”, diz Bertini.

2. Carnossauro (BA, MT, PB)
Desse amplo grupo, os pesquisadores encontraram pegadas, fragmentos do crânio e dentes. Esses bichos seriam semelhantes aos espinossauros, porém maiores: chegavam a até 7 metros de altura e 12 de comprimento. “Sua cabeça era grande, as patas posteriores, musculosas, e a cauda, longa e robusta”, diz o geólogo Reinaldo Bertini.

3. Cerulossauro (SP)
É um raro exemplo de dinossauro que viveu no Brasil no período jurássico (entre 208 e 146 milhões de anos atrás). Veloz, bípede e carnívoro, tinha medidas parecidas às do Santanaraptor. Sua cauda era longa e o pescoço, flexível. Há pegadas em Botucatu e Araraquara.

4. Espinossauro (CE)
Esse dinossauro bípede, predador, com 3 metros de comprimento e que chegava aos 600 quilos, viveu há 110 milhões anos. Os fósseis foram encontrados na Chapada do Araripe (CE). “O animal tinha dentes longos e cilíndricos, semelhantes aos dos crocodilomorfos”, compara o geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro, do Centro Llewellyn Ivor Price, de Uberaba (MG). “Mas esses dentes eram diferentes dos de outros carnívoros, que são lateralmente achatados”. Sobre uma espécie desse dinossauro existe uma polêmica. Em 1996, o paleontólogo britânico David Martill descreveu o Irritator challengeri a partir de um crânio fossilizado que estava na Chapada do Araripe (CE). Um mês depois, o paleontólogo brasileiro Alexander Kellner, do Museu Nacional da UFRJ, descreveu o Angaturama limai graças a um fragmento de um focinho encontrado no mesmo lugar. Segundo um artigo publicado pelo Journal of Vertebrate Paleontology em 2002, essa ponta do focinho do A. limai pode pertencer, na verdade, àquele crânio do I. challengeri.

5. Estauricossauro (RS)
Encontrado em 1936, também no Rio Grande do Sul, e descrito apenas em 1970, o estauricossauro é considerado um dos dinossauros mais antigos do mundo (225 milhões de anos). Media 1,5 metro de comprimento, pesava 50 quilos e era carnívoro. “Descrever esses fósseis foi um marco no estudo da fauna dos dinossauros brasileiros”, aponta o geólogo Ismar Carvalho, da UFRJ. O nome da espécie, Staurikosaurus pricei, é uma homenagem ao paleontólogo gaúcho Llewellyn Ivor Price (1905-1980), que a partir de 1940 dedicou-se à pesquisa de vertebrados no Brasil.

6. Iguanodonte (PB)
Pegadas desse pesado lagartão bípede e herbívoro de 5 toneladas e que media de 6 a 10 metros de comprimento por 3 a 7 de altura foram notadas em Sousa (PB). “O polegar das patas dianteiras lembravam um espinho, quase como um chifre”, descreve o paleontólogo Rodrigo Santucci, da Unesp. No Rio Grande do Sul, foram descobertos ainda fósseis de um ornitísquio primitivo chamado Guaibasaurus candelariensis. No grupo dos ornitísquios estão os iguanodontes.

7. Manirraptoriformes (SP, CE, MG)
Esse grupo de animais reúne os troodontes e os dromeossauros. Alcançavam 3 metros de comprimento, 2 de altura e os 100 quilos. Carnívoros e bípedes, viveram há 70 milhões de anos. “São do mesmo grupo do velociraptor”, compara Reinaldo Bertini. Sua citação no Brasil ocorreu graças a fragmentos de dentes serrilhados desenterrados no oeste paulista e no triângulo mineiro. No Ceará, o paleontólogo Alexander Kellner encontrou fósseis do Santanaraptor placidus, um manirraproriforme de 1,20 metro de altura e de comprimento. É considerado um parente distante do Tiranosaurus rex.

8. Ornitópodos (SP)
As pegadas encontradas em Botucatu não permitem descrever com precisão as características dos ornitópodos. “Em algumas delas, arredondadas, podemos notar dedos largos e compridos”, conta o paleontólogo Rodrigo Santucci. Herbívoros, esses bichos podiam ser bípedes ou quadrúpedes, com altura entre 1,8 e 4 metros, e comprimento de 2,5 a 6 metros.

9. Plateossauro (RS)
Durante uma expedição em busca de fósseis de peixes e répteis na região de Santa Maria (RS), em 1998, a equipe do paleontólogo Max Langer, que na época era responsável pelo Laboratório de Paleontologia do Museu de Ciências e Tecnologias da PUC do Rio Grande do Sul, achou ossos de um animal até então desconhecido. Após analisá-los, Langer viu que era de um plateossauro e, à nova espécie, deu o nome de Saturnalia tupiniquim. Herbívoro primitivo, o plateossauro viveu no período triássico. Tinha cerca de 2 metros de comprimento, pesava 200 quilos e era ágil.

10. Titanossauro (SP, MG, GO, MT)
“É o maior e mais representativo dinossauro da América do Sul”, garante o geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro, diretor do Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, de Uberaba (MG). Ribeiro e sua equipe descobriram centenas de ossos na região. Os titanossauros viveram no período cretáceo, têm idade entre 72 e 65 milhões de anos, eram quadrúpedes e tinham pescoço e cauda longos. Alcançavam, em média, 15 metros de comprimento, 5 de altura e pesavam 15 toneladas. Herbívoros, alimentavam-se principalmente de samambaias. “Estima-se que pudessem viver 100 anos”, diz o paleontólogo Rodrigo Santucci, da Unesp de Rio Claro (SP). Segundo Reinaldo Bertini, da Unesp, estudos realizados nos Estados Unidos permitem supor que, no momento da cópula, a fêmea saurópode, grupo do qual fazia parte o titanossauro, levantava a cauda e uma ou as duas patas posteriores para que o macho a introduzisse.

 

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