Tudo começou há cerca de 400 anos, na China. O ketchup original era um molho fermentado de peixe e especiarias, bastante salgado, chamado kê-tsiap.  Detalhe: o molho não levava um único tomate. Quando esta receita deixou a Ásia e chegou à Europa, os ingleses resolveram copiá-la com os ingredientes que tinham disponíveis, como cogumelos, nozes, ostras. Nada de tomates ainda.

Foi apenas em 1812, nos Estados Unidos, que o cientista e horticultor James Mease publicou a primeira receita de ketchup de tomate. Na década de 1830, o médico norte-americano John Cook Bennett proclamou que o tal “ketchup de tomate” podia curar a diarreia, a indigestão e icterícia. Devia ser consumido em forma de pílula. Sim, o ketchup era um medicamento vendido em farmácias.

Somente no final do século XIX o ketchup se tornou isso que conhecemos hoje. Em 1876, o empresário  Henry J. Heinz criou a fórmula perfeita, com tomates amadurecidos ao sol, sem conservantes químicos, com uma cor intensa e um recipiente de vidro transparente que realçava a sua qualidade. Originalmente, o produto era chamado de Catsup. Depois a Heinz optou pela grafia ketchup para diferenciar o seu produto dos concorrentes e também porque era o nome mais utilizado na Inglaterra, que foi seu primeiro mercado internacional.