Os ursinhos de ouro (goldbären) são o carro-chefe da empresa alemã Haribo, fundada em 13 de dezembro de 1920, na cidade de Bonn, por Johannes “Hans” Riegel (1893-1945). Hans aprendeu o ofício trabalhando numa fábrica de balas, a Kleutgen & Meier. Depois entrou como sócio em outra empresa, que passou a se chamar Heinen & Riegel. Até que decidiu abrir seu próprio negócio. Começou apenas com um saco de açúcar e um fogão.  

Gertrud, mulher de Hans, começou a trabalhar na empresa em 1921 e foi sua primeira colaboradora. Até 1923, Gertrud entregava a produção diária da empresa de bicicleta. Foi nesse ano que a Haribo comprou o primeiro automóvel.

Em 1922, Hans criou os ursinhos dançantes, inspirados em ursos amestrados que via desfilando em festivais de rua. Na época, não havia ainda a consciência dos maus tratos sofridos pelos animais. Em 1960, os ursinhos dançantes deram lugar aos ursinhos de ouro, menores e um pouco mais gordinhos. Os ursinhos de ouro viraram marca registrada em 1967. O laço vermelho surgiu em 1978.

Hans e Gertrude tiveram três filhos – Hans Junior, Anita e Paul. Os dois homens assumiram a empresa em 1946, depois da morte do pai, em 1945, aos 52 anos.

O nome Haribo vem das iniciais HA de Hans, RI de Riegel e BO de Bonn.

O urso de ouro amarelo com laço vermelho apareceU na embalagem da bala pela primeira vez em 1989. A Haribo entrou na Justiça contra a fabricante suíça Lindt, que lançou em 2011 um urso de chocolate embrulhado em papel alumínio dourado com uma fita vermelha no pescoço. A Lindt venceu a briga nos tribunais em 2015.

Em 2017, um documentário da TV pública alemã ARD denunciou problemas na cadeia de produção das balas: maus-tratos a porcos na produção de gelatina animal na Alemanha e escravidão moderna na colheita de folhas de carnaúba no Nordeste brasileiro. A empresa negou as acusações.

São produzidos 160 milhões deles todos os dias (dado de 2024). As balas vendem tanto que, quando morreu, em 2013, aos 90 anos, Hans Riegel Junior era o 32º mais rico da Alemanha, com uma fortuna estimada pela revista “Forbes” em 3 bilhões de dólares.