Em 1912, o casal Walter Henry e era dono de uma pequena mercearia em St. Paul, Minnesota, Estados Unidos. No dia a dia, o casal percebeu que seus clientes compravam apenas a quantidade de produtos que conseguiam carregar. Até que, certa noite, Walter contou que acordou com a solução para o aumento das vendas: um saco de papel barato e elegante, com fundo reforçado e um barbante passando por ele para criar alças. Os dois fizeram cinquenta dessas sacolas no primeiro dia e foram testar na loja. Elas aguentavam até vinte quilos de mercadorias. Eram vendidas a cinco centavos de dólar e foram um sucesso. A ideia foi patenteada com o nome de “Deubner Shopping Bag”. Algum tempo depois, Walter e Lydia venderam a mercearia e abriram uma fábrica de sacolas. O casal Deubner mudou, assim, a forma como o mundo fazia compras.

Uma outra versão conta a história de Margaret Eloise Knight, também americana, em 1870.  Ela trabalhava numa fábrica de papel, a Columbia Paper Bag Company. As sacolas de fundo plano, que existiam na Inglaterra desde a década de 1840, tinham que ser feitas à mão e tinham um custo maior que as sacolas em formato de envelope, que eram bem frágeis. Ela desenvolveu então o protótipo de uma máquina que cortava, dobrava e colava as sacolas de papel com fundo plano, mais resistentes. Um colega de trabalho de Margaret, que observava tudo, e tentou roubar a ideia e registrou a patente antes dela. No tribunal, uma de suas alegações é que Margaret não poderia ter inventado a máquina “por ser uma mulher”.  Margaret mostrou todos os seus esboços, plantas e modelos para provar que era a verdadeira inventora. Margaret Knight se tornou, assim, uma das primeiras mulheres a garantir uma patente. Naquela época, inventoras, escritoras e compositoras escondiam seus verdadeiros nomes, às vezes com iniciais, na hora de registrar seus trabalhos.