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Quanto deixar de gorjeta num restaurante da Albânia?

3 de setembro de 2012

Quanto deixar de gorjeta nos restaurantes? Motorista de táxi espera algo além do marcado no taxímetro? Como retribuir a ajuda de quem carrega as malas no hotel? A gorjeta é, no mundo todo, uma questão cultural. E o erro na decisão – dar ou não dar gorjeta – pode ofender a população local e gerar constrangimentos ao turista. Foi pensando nisso que a dupla de jornalistas londrinos Carole French e Reg Butler decidiu escrever o livro “Tips on Tipping: A Global Guide to Gratuity Etiquette”, lançado na Inglaterra no ano passado.

Com o livro, os leitores aprendem a lidar com a gorjeta em 131 diferentes países, da Albânia ao Zimbábue. Os viajantes mais experientes já devem ter notado que, no Reino Unido, a gorjeta deixada nos restaurantes deve ser de 12,5%, e não de 10%, como no Brasil. Achou caro? Em regiões da França, o serviço é recompensado com 20% do valor da conta! O Japão é uma exceção: lá, é ofensivo oferecer um trocado extra pelos serviços. Nos Estados Unidos, por outro lado, quem não deixa gorjeta para garçons ou funcionários de hotéis é visto com maus olhos.
Curiosamente, em Cuba, a gorjeta só é aceita em uma das duas moedas correntes. Se quiser agradar, dê em peso cubano convertido, que é a moeda usada para comprar artigos de luxo. E cuidado para não confundir os costumes dos países asiáticos: na China, é aceitável deixar apenas 3% da conta de restaurantes como gorjeta, enquanto em Hong Kong esse valor chega a 15%. Nos hotéis dos dois países, é esperado que se deixe de 2 a 3 dólares por mala carregada (quanto mais pesada, mais cara), e 5 dólares a cada serviço extra realizado pelo recepcionista. Os norte-americanos têm costumes semelhantes quanto aos serviços de hotéis. Nos Estados Unidos, um recepcionista que consegue uma reserva em um restaurante concorrido chega a levar até 20 dólares de gorjeta do hóspede.

Na Índia, a gorjeta é tão incomum que motoristas de táxi que a recebem retribuem o agrado com disponibilidade exclusiva durante a viagem. Os táxis chineses também não costumam ser recompensados pelo serviço. Em cidades africanas como Nairóbi (Quênia) e Cidade do Cabo (África do Sul), os taxistas esperam um adicional de pelo menos 10% de todos os passageiros. Em Nova York e Chicago, nos Estados Unidos, quem não deixa 15% de gorjeta não é bem visto. Nos países da América do Sul, basta arredondar o valor gerado pelo taxímetro que o motorista fica satisfeito; em Hong Kong, também é assim que funciona.

 

Comida Indiana e seus segredos - 21/10/11 - ELA - Jornal Cruzeiro ...

Na índia, gorjeta dá direito a exclusividade

Como os dois autores possuem experiência na área jornalística de viagens, o conteúdo da obra é recheado de dicas curiosas.  Na América do Sul, por exemplo, a palavra usada para designar “gorjeta” é “propina”, que aqui no Brasil se refere a suborno. A dica vale tanto para brasileiros que viajam para o Paraguai como para paraguaios que visitam o Brasil. Imagina que mico perguntar para o motorista de táxi brasileiro se ele aceita uma “propina”?
O último capítulo é inteirinho dedicado aos cruzeiros. Isso porque, pela quantidade de serviços diferentes, em uma viagem de duas semanas, uma família de quatro pessoas acaba gastando até 480 dólares (quase mil reais…!) só em gorjetas. O livro é compacto, o que facilita a organização do viajante. Sai a 12 dólares (em torno de 25 reais) na loja online da Amazon.

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