MÁQUINA DE ESCREVER

O inglês Henry Mill apresentou, em 1714, o primeiro pedido de patente de uma “máquina artificial para impressão de letras”. Mas o invento não pegou. O nome “tipógrafo” foi registrado pelo americano William Austin Burt em 1829, mas a máquina nunca foi vendida por falta de interesse de investidores. Muitas outras tentativas foram feitas, mas o primeiro modelo de máquina de escrever que realmente funcionou só apareceu em 1867. O inventor americano Christopher Latham Sholes (1819-1890), com os colaboradores Carlos Glidden e Samuel Soule, construiu uma máquina de escrever com dois sérios inconvenientes – escrevia somente com letras maiúsculas e apresentava dificuldades para leitura. Suas teclas eram dispostas em ordem alfabética. Tentando criar método mais “científico”, Sholes pediu ajuda a seu amigo, James Densmore. Em 1872, Densmore surgiu com o teclado QWERTY, assim chamado por causa das seis primeiras letras da fila superior, na mão esquerda. Ele estudou as letras e suas combinações mais freqüentes na língua inglesa para colocá-las distantes uma das outras, a fim de que as hastes não subissem juntas, embolando-se durante a datilografia. No Brasil, o teclado QWERTY, adaptado com a cedilha e os acentos, foi padronizado. Apesar de a letra A ficar a cargo do pobrezinho dedo mínimo esquerdo…

O segundo modelo de Sholes, produzido um ano depois, havia sido aperfeiçoado a tal ponto que sua velocidade ultrapassava a da escrita à mão. Sholes continuou a aperfeiçoar suas máquinas e, em 1873, assinou um contrato com a Remington para produzir máquinas de escrever. Eliphalet Remington e seu filho, Philo, que eram fabricantes de armas, introduziram seu modelo comercial em 1874, porém, não deram a ele o nome de seu inventor, mas o deles próprios.

Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar um original datilografado, que ele escreveu em uma Remington comprada pela caríssima quantia na época de 125 dólares. A máquina de escrever com tecla de maiúsculas e minúsculas apareceu em 1878, mesmo ano em que surgiu a “escrita visível”, que permitia ver a linha impressa à medida que ela era datilografada (ao invés de ter de erguer o carro para verificar uma letra ou uma palavra).

Sholes fez experiências com máquinas operadas com eletricidade, mas esta invenção acabou sendo creditada a Thomas Edison em 1872. O ancestral direto da linha de máquinas elétricas que utilizamos hoje em dia apareceu em 1920, produto do inventor americano James Smathers.

MÁQUINA DE ESCREVER PORTÁTIL DE 1969

O público só aceitou a máquina de escrever depois que um italiano, Camilo Olivetti, lançou em 1910 um modelo muito parecido ao que é utilizado hoje. Olivetti lançou o modelo portátil em 1932.