O primeiro drive-thru foi criado em 1931 por Royce Hailey, gerente da Pig Stands, um restaurante em Dallas, Texas, Estados Unidos. A lanchonete estava quase sempre vazia e era preciso atrair urgentemente clientes. Ele, que ainda não sabia dirigir, ouviu o patrão dizer: “Pessoas que têm um carro são tão preguiçosas que nem para comer saem dele”. Com isso, veio a ideia do drive-thru, que foi um grande sucesso para a Pig Stand, embora só fosse ficar popular nos Estados Unidos durante os anos 1970.

Hoje em dia, é mais comum que os drive-thrus pertençam a redes de fast food. Mas isso não significa que eles não possam oferecer… outros tipos de serviço. No Estado do Alabama, nos Estados Unidos, clientes não precisam descer do carro  para comprar produtos eróticos na sex shop Pleasures, que afirma ser o primeiro drive-thru de produtos adultos do país. A loja da empresária Sherri Williams vende apetrechos sexuais, camisinhas e roupas íntimas com privacidade e , acima de tudo, rapidez.

Outro tipo inusitado de drive-thru é o de casamento. Casar num desses em Las Vegas  custa a partir de 199 dólares. Um dos inúmeros sites que vendem pacotes de casamento na terra dos cassinos, o Las Vegas Weddings oferece por esse preço a cerimônia, uma limusine que busca e leva o casal no hotel, marcha nupcial, testemunhas, buquê (com apenas três rosas) e fotos. Outro plano, de 400 dólares,  inclui uma “festa” no McDonald’s.  Como se trata de um drive-thru,  a cerimônia no carro costuma durar menos de 5 minutos. Abaixo, um vídeo de casamento em uma das muitas capelas drive-thru da região:

Tem mais: um drive-thru dentro de um hospital. Na época da grande paranoia da gripe suína, em 2009, centenas de pessoas acorriam ao centro médico da Stanford University quando os profissionais da saúde tiveram uma ideia. Os exames de triagem, a partir de então, são feitos no esquema drive-thru: o paciente espera no carro até chegar a sua vez de ser examinado por médicos ou enfermeiros.

 

A decisão foi tomada não apenas por conveniência, mas devido a precauções de segurança. Em vez de esperar em uma sala lotada e transmitir seus germes a outras pessoas, o paciente fica isolado, evitando a disseminação do vírus H1N1.