Você se lembra como era uma escarradeira? Dependendo de sua idade, talvez você nunca nem tenha ouvido falar delas. Outros objetos, como máquina de escrever,  ficha telefônica e fita VHS, estão seguindo o mesmo destino. A startup russa Thngs está empenhada em não deixar os objetos antigos se perderem. Com ajuda de colaboradores, museus e arquivos, a ideia é criar uma espécie de Wikipedia de objetos físicos. Esses objetos estão sendo catalogados, descritos e registrados em imagens 360 graus de alta definição. O trabalho de curadoria online é semelhante ao de um museu: as “peças” chegam e são analisadas uma a uma para então receberem as informações necessárias.

O Museu Politécnico e o Museu do Design, ambos de Moscou, já estabeleceram parcerias com a Thngs. A startup ainda pretende estabelecer uma parceria com a Getty Images, podendo assim comprar algumas das imagens dispostas em seu banco de dados. Dima Dewin, fundadora e CEO da Thngs, explicou ao site americano Springwise a ideia do projeto: “Nós tornamos fácil a descoberta e o arquivamento das informações sobre as coisas. Nosso serviço permite que museus, colecionadores e as marcas ofereçam ao seu público uma experiência muito próxima dos objetos reais. É como se fosse uma Arca de Noé”.

 

Entre os objetos “resgatados” estão disquetes, calculadoras, um “Game Boy” de 1989 e muitas embalagens antigas de alimentos e bebidas. O acervo pode ser consultado aqui. Alguém faz esse tipo de resgate da memória no Brasil? No Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional, criado em 1922, armazena hoje 348.515 itens, sendo a maioria deles formado por objetos antigos de séculos passados.