Ele está em todas as bocas: a curiosa história do batom

17 de março de 2021
  1. Pintar a boca era um hábito cultivado no Egito. A rainha egípcia Nefertiti mostra que as mulheres já gostavam de pintar os lábios mil anos antes de Cleópatra. Para isso, recorriam aos produtos naturais como a púrpura de Tyr.
  2. Já na Grécia, elas costumavam aplicar polderos, uma raiz vermelha que era misturada à cera de abelha para deixar
    a boca mais úmida e brilhante.
  3. No século XIII, um monge de Pisa, na Itália, descobriu o carmim de Cochinella, pigmento vermelho insolúvel em água que era usado pelas mulheres para deixar os lábios mais sedutores. Tudo em segredo, porque a Igreja Católica recriminava esses hábitos.
  4. Em 1915, os primeiros batons, fixados numa base de metal dourado e protegidos por uma tampa, surgiram nos salões de beleza dos Estados Unidos.
  5. Mas o batom, como o conhecemos hoje, começou a ser comercializado em 1921, em Paris. O batom Guerlain ganhou o nome Ne M’Oubliez Pas (Não Me Esqueça). O sucesso foi tanto que, rapidamente, o cartucho ganhou rosca e passou a ser vendido também em outros lugares do mundo.
  6. Os primeiros batons franceses eram chamados de “bàton serviteur”, ou bastão servidor. Seu slogan: “O bastão que serve para embelezar a mulher”.
  7. Nas festas, o batom servia para diferenciar as senhoras provenientes da sociedade das camponesas e mulheres mais modestas.
  8. Em 1921, a revista “Vogue” anunciava o batom como produto exclusivo para as mulheres de classe. Alertava: “Deve ser usado com comedimento, sem exagero”.
  9. As revistas femininas foram as grandes responsáveis pela divulgação do batom.
  10. Na década de 1930, os batons eram pálidos e translúcidos, passando a tons escuros com a proximidade dos anos 1940.
  11. As atrizes do cinema mudo utilizavam batons marrons e pretos para criar contraste nos filmes, que eram feitos em preto e branco.
  12. As prostitutas dos anos 1940 foram as primeiras a usar batom vermelho.
  13. Na época da Segunda Guerra, alguns fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na indústria bélica.
  14. A partir dos anos 1950, o batom se popularizou, passando a ser usado pelas mulheres de todas as classes sociais.
  15. De todas as maquiagens, o batom foi a que menos sofreu transformações químicas. Muitas marcas trocaram a cera de abelha da fórmula para ceras vegetais. A cera de carnaúba é a que impera.

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1 Comentários

1 Comentário

  1. MARIA LUCIA Camões

    Incrível como até hoje o baton é tão importante. Aos 72 anos não dispenso usar baton. Uso até em casa quando estou sozinha, faz me sentir mais alegre e jovial.

    Responder

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