CONCLAVEO nome da reunião fechada em que os cardeais elegem o papa é conclave (“com chave”).

A princípio, tanto diáconos como cardeais podiam escolher o sucessor ao trono de São Pedro, em uma seleção feita sob às vistas do povo. Depois da escolha do Papa Gregório X, que durou de 29 de novembro de 1268 a 1.º de setembro de 1271, estabeleceu-se que o processo se restringiria apenas aos cardeais e seria feito a portas fechadas (conclave).
Em 1503, o Papa Júlio II sancionou algumas normas que driblavam a compra de votos e outros privilégios na eleição do Papa e, em 1904, se determinou que não haveria possibilidade de vetos por parte de nenhuma autoridade à escolha do novo pontífice.
A questão do limite de idade – apenas cardeais com mais de 80 anos podem participar do conclave – foi adotada em 1979 por ordem do Papa Paulo VI.

Os 117 cardeais maiores de 80 anos com direito ao voto dirigem-se às suas cadeiras na capela Sistina, dentro do Vaticano, e são simbolicamente trancados ali. O mestre-de-cerimônias distribui as cédulas. Na parte de cima, elas têm a seguinte inscrição: “Eligo in summum ponti-ficem” (Escolho para sumo pontífice). A parte de baixo traz o espaço em branco, onde os cardeais colocam o nome de seu preferido. Todos podem votar em todos.

Um por um, segurando a cédula de modo que possa ser vista pelos demais, dirigem-se até o altar, onde estão os apuradores e sobre o qual se situa o cálice coberto por um prato. Ajoelham-se, rezam por um curto tempo, erguem-se e pronunciam em voz alta um juramento idealizado pelo papa Paulo VI: “Chamo por testemunha a Cristo, que saberá que meu voto está sendo dado àquele que, diante de Deus, julgo que deve ser o eleito”.

Cada um põe a cédula no prato e faz cair dentro do cálice. Quando as 117 cédulas foram depositadas, os apuradores agitam bem o cálice e começam a computar os votos. Esse processo se repete até que um cardeal consiga dois terços (oitenta) dos votos.

As cédulas e as listas de controle são colocadas no forno, nos fundos da capela, e a fumaça escapa pela chaminé. É sinal de que o papa ainda não foi escolhido. A fumaça branca anuncia o final da eleição.

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