MARIA LEOPOLDINA

  • Nascida em Viena, no dia 22 de janeiro de 1797, o nome de batismo da primeira imperatriz brasileira era tão grande quanto o poder da Casa Imperial dos Habsburgos, à qual pertencia: Leopoldina Josefa Carolina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena. Ela ainda acrescentou por conta própria o prenome Maria, numa provável homenagem à Casa de Bragança, família de d. Pedro.
  • O casamento entre as casas reais era uma espécie de tratado de relações exteriores e tinha interesses dinásticos, políticos e econômicos para os países. Foi pensando numa boa aliança política que d. João VI casou seu herdeiro com uma arquiduquesa de uma das famílias imperiais mais tradicionais, ricas e poderosas da Europa na época. Com o casamento, ele passaria a integrar a Santa Aliança e livraria-se da pressão da Inglaterra, que submetia Portugal ao monopólio econômico. O imperador Francisco I, pai de Leopoldina, via no casamento a possibilidade de colocar-se no Novo Mundo, representado pelo Brasil e suas imensas e tentadoras riquezas.
  • O Marquês de Marialva foi enviado a Viena para negociar o casamento e trazer Leopoldina, então com 20 anos, para o Brasil. Depois de uma longa negociação, o casamento foi realizado por procuração, sem a presença do noivo. Ela recebeu um medalhão com a imagem de Pedro, preso a um colar de diamantes de primeira água, e achou o noivo lindo. Em carta à irmã Maria Luísa, chegou a compará-lo a Adonis, confessando que já tinha olhado para a imagem mais de mil vezes.
  • A Inglaterra tentou, por seu diplomata em Viena, arranhar a imagem do príncipe herdeiro português. Falou-se de suas crises de epilepsia e da vida libertina que ele levava no Brasil, incluindo um suposto caso amoroso com Noémi Thierry, uma dançarina francesa.