Samuel Morse, nascido em 1791 nos Estados Unidos, foi responsável pela invenção do telégrafo com fios, mas ficou famoso mesmo pela criação do código que leva seu nome. O código Morse, desenvolvido na década de 1830, se tornou o principal meio de transmissão de mensagens telegráficas e era amplamente usado até o século passado, quando meios como o telefone e – mais recentemente – o e-mail se tornaram mais ágeis.

Mesmo assim, algumas músicas são famosas por terem mensagens escondidas no código. A mais representativa delas é YYZ (- . – –  – . – –  – – . .), do grupo canadense Rush. A sigla representa o Aeroporto Internacional de Toronto no código aeroportuário e é repetida várias vezes logo no começo do instrumental.

Apesar de ter sido composta três décadas antes da invenção do código Morse, a 5ª Sinfonia de Beethoven é conhecida por formar, nas quatro notas iniciais, a letra V (. . . -), que pode ser usada como a palavra “vitória”. Por isso, na Segunda Guerra Mundial, os ingleses usavam para a abertura seu programa de rádio um trecho da obra do compositor alemão.

Mesmo tendo Morse no nome, a música Morse Moose and the Grey Goose, da carreira solo de Paul McCartney, não tem palavras escondidas no código. Ela começou a ser composta quando o ex-beatle fez experimentações apenas imitando código Morse em um teclado junto com o músico Denny Laine.

Exibida no Reino Unido, a série “Inspector Morse” tinha como estrela o ator John Thaw, que interpretava um detetive com esse sobrenome. O primeiro nome dele nunca era revelado e, quando insistiam, ele brincava dizendo que se chamava “Inspetor”. As notas que ficam ao fundo da música de créditos formam a palavra MORSE (- –  – – –  . – .  . . .  .). Outros nomes são revelados na música, que variava de episódio para episódio: algumas vezes era o do assassino a ser descoberto; outras, uma pessoa inocente. O compositor Barrington Pheloung fazia isso para despistar os telespectadores.