Em 1955, durante uma caçada na Irlanda, Hugh Beaver, concluiu que não havia caçado tarambolas porque os pássaros eram rápidos demais. Naquela noite, disse a seus amigos que aquela era a “ave de caça mais rápida que temos”.

A princípio, a afirmação pareceu uma justificativa para o fracasso do caçador, mas depois virou uma “pulga atrás da orelha”, já que ninguém conseguiu encontrar uma fonte para confirmar ou desmentir o fato.

Hugh, então diretor-executivo da Arthur Guinness, Son and Company, fabricante da cerveja Guinness, teve por fim a idéia de fazer um livro que tivesse todos os tipos de recordes.

A tarefa parecia grande demais, até que apareceram os gêmeos Norris e Ross McWhirter, jornalistas devoradores de trivialidades que colecionavam uma imensidão de fatos e números. Quatro meses após uma conversa com Hugh, os McWhirter haviam compilado e publicado o primeiro Guiness, com 198 páginas.

Quatro meses depois, era o número 1 na lista dos livros de não-ficção mais vendidos na Inglaterra. De lá para cá, o livro alcançou tamanho sucesso que seus exemplares (atualizados todos os anos) foram traduzidos para 37 idiomas. Em seu 50º aniversário, 100 milhões de cópias haviam sido comercializadas em todo o mundo.