ilha da Trindade e as de Martim Vaz

Duas erupções fizeram surgir a ilha da Trindade e as de Martim Vaz, separadas por 30 quilômetros e descobertas em 1501 pelo navegador português João da Nova. É a porção mais longínqua do Brasil, perdida no meio do Atlântico – a 1200 quilômetros de Vitória. É um paraíso ecológico guardado por 32 voluntários da Marinha, que se revezam a cada quatro meses. Tem 9,2 quilômetros quadrados. Seu pico mais elevado, o Desejado, tem 600 metros de altitude.
Piratas ingleses escondiam ali tesouros e navios negreiros. Em 1890, Trindade foi ocupada pelos ingleses com grande sem-cerimônia, sob o pretexto de construir uma base para a ligação da Inglaterra com a Argentina por cabo submarino. O Brasil apostou na diplomacia e, com o arbitramento de Portugal, ganhou a questão. Os ingleses deixaram a ilha em 1896. No ano seguinte, a tripulação do navio Benjamin Constant colocou o marco que lá permanece: “O direito vence a força”.
As samambaias gigantes existentes na ilha podem atingir até 6 metros de altura, desafiando botânicos que ainda nada descobriram sobre sua origem.
Trindade é um dos santuários para a desova das tartarugas marinhas. Animais de 300 quilos arrastam-se vagarosamente até as poucas praias para depositar seus ovos. Cavam um buraco nas areias vulcânicas e põem em torno de 120 ovos.
A Marinha mantém ali na ilha um posto avançado de observações meteorológicas.