CHUVA

1. As nuvens geralmente são brancas por causa da grande concentração de microgotículas de água e pequenos cristais de gelo. Eles agem como pequenos prismas, decompondo a luz solar nas cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Para quem olha a nuvem, o resultado é a soma de todas essas cores, que dá o branco.

2. As microgotículas de água surgem com a condensação (passagem do estado gasoso para o líquido) do vapor da atmosfera. Essas gotículas, cujo diâmetro é de milésimos de centímetros, são muito leves e ficam flutuando. Somente quando se juntam devido a choques, formando gotas maiores, é que elas ganham peso suficiente para cair.

3. As nuvens de chuva ficam mais escuras porque não permitem que a luz solar as atravesse. A parte maior da luz solar é refletida e volta para o céu; outra consegue atravessar as nuvens, e uma parcel ainda menor é absorvida por elas (de 5% a 10%). Como as nuvens de chuva, chamadas de cúmbulos-nimbos e estratos-nimbos, são bastante densas e têm grande profundidade, a quantidade de luz que passa por elas é muito pequena. Se um avião sobrevoar essas nuvens, elas parecerão bastante claras, pois irão refletir quase toda a luz que recebem.

4. As nuvens ficam suspensas no ar pela constante evaporação e condensação do vapor de água que as forma. A grandes altitudes, o ar frio provoca a queda das gotas de água. Ao alcançar as camadas inferiores de ar mais quente, elas evaporam e sobem para se condensar outra vez, repetindo o ciclo.

5. A cada segundo, caem sobre a Terra em forma de chuva 16 bilhões de litros de água.

6. A chuva ácida acontece quando a água entra em contato com partículas de dióxido de enxofre, provenientes da poluição, transformando-se em ácido sulfúrico. Esse tipo de chuva causa sérios danos na terra e na água, sem contar os estragos em edificações e o que mais tiver contato com a “água ácida”. A primeira observação desse fenômeno foi feita em 1852, pelo estudioso Robert Angus Smith. Angus identificou uma relação entre a chuva corrosiva que caía em Manchester, na Inglaterra (importante cidade industrial), e a poluição. Em 1972, foi empregado pela primeira vez o termo “chuva ácida”.

7. A inversão térmica contribui para compor o “cenário” propício para a chuva ácida. Esse fenômeno acontece quando a massa de ar, por algum motivo, não segue seu caminho natural. Normalmente, o ar quente sobe, é resfriado, e desce. Quando o ar quente fica preso sobre as nuvens, acontece a inversão térmica. O ar quente carrega partículas de fumaça e poluição, que ficam depositadas nas nuvens. Isso aumenta a probabilidade de uma chuva ácida acontecer, além de acarretar diversos problemas respiratórios.

8. Você acredita na dança da chuva? Em 1998, o estado de Roraima teve quase 1/4 de seu território queimado devido a uma seca que já durava três meses. Depois de frustradas tentativas de apagar o fogo, o Governo resolveu recorrer à crendice popular. Dois índios de caiapós, Kucrit e Mantii, foram levados do Mato Grosso até Boavista para executarem a dança da chuva. As passagens e o hotel foram pagos pela Funai. Os dois pajés dançaram durante 40 minutos, às margens do rio Curupira, pedindo chuva ao deus Coroti. Para surpresa geral, a chuva veio e apagou a maior parte dos focos de incêndio.

9. Na crença popular, se diz que quando chove é porque São Pedro está abrindo a torneira do céu. Falam também que o barulho dos trovões é São Pedro mudando os móveis de posição.

10. Há até simpatia para fazer chover. Dizem que funciona colocar sal grosso num prato branco e deixar no telhado da casa (ou em um lugar da casa que seja bem alto). Depois, é só pedir para que chova.