MARADONAFoi o maior escândalo da história das Copas do Mundo. Um exame antidoping realizado depois da partida Argentina 2 x Nigéria 1, dia 25 de junho de 1994, revelou que o craque argentino Diego Maradona jogou dopado. Os exames constataram a presença de efedrina natural e mais quatro derivados sintéticos. Essas substâncias agem sobre o sistema nervoso central e circulatório, com o efeito de melhorar os reflexos, aumentar a oxigenação do sangue e diminuir a sensação de fadiga. E efedrina é o estimulante mais usado nos casos de doping de futebol. Segundo o laudo da Fifa, Maradona tomou os estimulantes numa dosagem entre cinco e dez vezes mais alta do que a dosagem da substância usada como descongestionante. Informou também que as drogas foram ingeridas no dia do jogo. ?Juro pelas minhas filhas que não me dopei para jogar?, disse Maradona, pai de duas meninas (Dalma Nerea e Gianninna Dinorah).

Em abril de 1995, o jornalista argentino Fernando Niembro lançou o livro Inocente, que apresenta a teoria da ?hóstia do padre?. Segundo o livro, horas antes de enfrentar a Nigéria, os jogadores argentinos foram comungar numa igreja de Boston. A hóstia entregue a Maradona estaria cheia de efedrina e tudo isso seria uma conspiração da CIA e do governo americano contra um jogador que se envolvera com drogas e que defendia Fidel Castro.