O Diamante Negro foi lançado em 1932 com o nome de Chocolate Lacta. A Lacta acabou se apropriando do nome Diamante Negro em 1940 por causa do sucesso de Leônidas da Silva na Copa do Mundo de 1938, na França. O Brasil terminou em terceiro lugar e Leônidas foi artilheiro da competição. Leônidas ficou conhecido como “Diamante Negro”. Há algumas versões sobre a origem do apelido. O próprio Leônidas declarou em 1964, numa entrevista ao jornal “Última Hora”, que um jornalista francês teria sido o autor da ideia durante a própria Copa de 1938.

Só que, em 04 de janeiro de 1932, o Brasil derrotou o Uruguai, então campeão do mundo, em pleno Estádio Centenário, por 2 x 1, com dois gols de Leônidas. O jornal uruguaio “El País” do dia seguinte estampou a manchete: “Diamante Negro derruba a Celeste.” Uma  reportagem do jornal “Diário da Noite”, de 25 de novembro de 1935, também já tinha se referido ao jogador como Diamante Negro. Outra versão diz que “Diamante Negro” foi uma criação de Gentil Cardoso, técnico de Leônidas no Bonsucesso, do Rio de Janeiro.

Leônidas virou também nome de cigarro e marca de relógio. Naquela época, os jogadores não ganhavam cifras milionárias pelo uso de suas imagens. Albertina dos Santos, viúva de Leônidas, revelou que ele recebeu da Lacta 3 contos de réis, que era o triplo do salário dele. Segundo Albertina, Leônidas não era lá grande fã do chocolate que leva seu apelido. Albertina declarou: “Ele ficou feliz com a homenagem, mas preferia meu pudim de leite”.