ATLÉTICO-MG

1. Fundado por um grupo de 22 estudantes, o Atlético foi o primeiro time mineiro a usar bolas de couro no lugar das bolas feitas com meias.

2. Se ao longo da sua centenária história o Atlético revelou grandes jogadores ao Brasil, sua primeira revelação, lá em 1909, foi no campo da literatura: o primeiro gol do Galo na história foi marcado por Aníbal Machado, que mais tarde se tornaria poeta e escritor, famoso principalmente pela obra “Viagem aos seios de Duília”.

3. O curioso é que este gol foi marcado no dia 21 de março de 1909, data da primeira partida do Atlético em sua história, quase um ano depois da fundação do clube em 25 de março de 1908.

4. Já em seu primeiro confronto o Atlético provocou o fim de um clube de futebol. O rival na primeira partida, o Sport Club Futebol, ficou inconformado com a derrota por 3 x 0 e pediu revanche. Foi novamente derrotado, agora por 2 x 0. Não se intimidou e pediu uma terceira partida: depois de levar 4 x 0, resolveu fechar as portas.

5. Em 11 de novembro de 1927 o Atlético Mineiro venceu o Palestra Itália por 9 x 2. À época o time, que mais tarde se tornaria o Cruzeiro, ainda não era o maior rival do Galo, mas com o passar dos anos a torcida atleticana resgatou a goleada para provocar eternamente os cruzeirenses.

6. Em 1929 o Atlético Mineiro disputou a primeira partida internacional de um time mineiro: venceu o Campeão Português, o Vitória de Setúbal, por 3 x 1 em Belo Horizonte.

7. Foi do Atlético Mineiro o primeiro jogador convocado para a Seleção Brasileira que não jogava nem em times de São Paulo, nem em times do Rio de Janeiro: em 1930, o atacante Mário de Castro foi chamado para o selecionado nacional, mas não foi. Com 195 gols em 100 jogos pelo Atlético, Mário dizia ser incapaz de vestir outra camisa que não a do alvinegro mineiro.

8. O cartunista Mangabeira foi o responsável por desenhar o mascote do Atlético: escolheu o Galo inspirado por um apelido que o time já recebia entre os torcedores. É que em 1935 as rinhas de galo estavam em alta no país e havia um galo carijó imbatível em Belo Horizonte. Daí para as comparações com o também imbatível time do Atlético na época foi um pulo.

9. Se depois de muitas décadas o título brasileiro de 1971 deixou de ser o título do primeiro Campeonato Brasileiro da história (a CBF passou a considerar torneios realizados desde 1959 como parte do Brasileirão), uma marca os atleticanos ainda mantém: foram eles os vencedores da primeira competição interestadual disputada no país. Em 1937 o Galo venceu uma competição promovida pela Federação Brasileira de Futebol (a CBF da época) envolvendo campeões estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Daí vem o “nós somos o campeão dos campeões” do hino.

10. Outro verso do hino do clube que faz menção a um resultado marcante é o “Nós somos os campeões do gelo”. “Campeão do gelo” foi um apelido dado pela imprensa local após a bem sucedida jornada do Atlético na Europa em 1950: seis vitórias, dois empates e duas derrotas em partidas disputadas na Alemanha, na Áustria, na Bélgica, em Luxemburgo e na França.

11. O hino do Atlético diz ainda: “Galo forte e vingador”. O apelido foi dado pelos próprios torcedores ainda nos anos 1910. O time havia perdido por 5 x 1 para o Grambery, de Juiz de Fora. Incomodado com as gozações dos adversários, exigiu uma revanche: ganhou de 7 x 0.

12. Um dos grandes ídolos do Atlético nos anos 1940 foi o meia Caryle. Ele era de família rica e não pedia salário para jogar pelo clube. Debochado, sentou-se sobre a bola após fazer uma bela jogada na vitória do Galo sobre o América por 4 x 0 em 1948. Foi expulso.

13. A Seleção Brasileira tricampeã mundial no México em 1970 perdeu apenas um jogo em sua preparação para a Copa: e foi para o Atlético de Dadá Maravilha, que derrotou o Brasil de Pelé por 2 x 1.

14. Campeão Brasileiro de 1971 com o Atlético, o técnico Telê Santana havia prometido que, em caso de título, andaria por 70 quilômetros de Belo Horizonte até Piras, vilarejo onde havia uma igreja. Andou 20 quilômetros e pediu uma carona para o presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, e fez o resto do percurso a pé.

15. O Atlético foi protagonista de uma das partidas mais polêmicas da história do futebol brasileiro: em 1981, o Galo disputou com o Flamengo uma vaga na semifinal da Libertadores em Goiânia. Após a expulsão do craque Reinaldo, considerada injusta pelos atleticanos, o árbitro José Roberto Wright expulsou outros quatro jogadores do Atlético por reclamação e o time perdeu o jogo por W.O..

16. A fama de time guerreiro sempre acompanhou o Atlético, mas alcançou outro patamar em 2013, quando o time foi campeão da Libertadores enfileirando milagres: nas quartas de final, o goleiro Victor pegou um pênalti nos acréscimos do segundo tempo, evitando a eliminação para o mexicano Tijuana; na semifinal, o Galo reverteu no finalzinho o 2 x 0 que sofreu para o Newell’s Old Boys no jogo de ida, vencendo os argentinos nos pênaltis; na final o filme se repetiu contra o Olimpia.

17. O Galo é o time que mais tem vice-campeonatos brasileiros em proporção ao número de títulos: campeão apenas em 1971, o Atlético ficou no quase cinco vezes: 1977, 1980, 1999, 2012 e 2015.

18. As vitórias sobre o Tijuana e o Newell’s eternizaram o grito de “Eu acredito” e a frase “caiu no Horto, tá morto”, referência ao bairro onde está localizado o estádio Independência. No Mineirão, porém, o time também conseguiu viradas impressionantes contra o Olimpia e em outras competições como a Recopa Sul-Americana de 2014 (vencendo o Lanús na prorrogação) e na Copa do Brasil de 2014 (eliminando o Corinthians e o Flamengo após precisar fazer quatro gols).

19. Dilma Rousseff foi a única presidente da República a torcer pelo Atlético Mineiro. E mesmo assim com o coração dividido: além do Galo, Dilma torcia também pelo Internacional.

20. Em 2016, as eleições municipais para a prefeitura de Belo Horizonte foram disputadas por dois ilustres atleticanos: o goleiro João Leite, ídolo do Galo na década de 1970, e Alexandre Kalil, presidente na conquista da Libertadores de 2013. Kalil levou a melhor e se tornou o prefeito de Belo Horizonte.