FMIO Fundo Monetário Internacional (FMI) foi proposto na Conferência de Bretton Woods, nos Estados Unidos, em julho de 1944. O tema central da discussão, da qual participaram 44 países, era finanças e moedas. Essa agência da ONU, junto com o Banco Mundial, faz parte de um sistema financeiro internacional.

O FMI surgiu oficialmente em 27 de dezembro de 1945. Seu principal objetivo é promover a cooperação financeira entre os países-membros e a estabilidade do sistema financeiro internacional e das taxas de câmbio. Funciona como um banco cujo capital vem das quotas pagas por seus membros. A porcentagem de quotas de cada país-membro é baseada em seus indicadores econômicos, como PIB, fluxo de comércio exterior e reservas internacionais. Elas determinam o quanto cada membro pode sacar e o poder de decisões da organização. Como país líder da economia mundial, os Estados Unidos têm a maior quota.

O FMI oferece, por meio de empréstimos, ajuda financeira aos membros que estejam passando por crise econômica. Os países-membros têm direito a sacar até 25% de suas quotas do fundo sem que o fundo imponha quaisquer condições para a disponibilizar. No entanto, para a retirada de uma quantia maior, o fundo exige que o país adote medidas de política econômica e cumpra metas pré-estabelecidas por acordos. É uma forma de assegurar que ele poderá pagar as dívidas que está assumindo com o empréstimo.

A moeda do FMI é o DES (direitos especiais de saque), e desde 1980 seu valor é calculado a cada cinco anos, baseado nas moedas dos cinco países que mais exportam no mundo. De 1990 até 2000, esses países foram França, Alemanha, Grã-Bretanha, Japão e Estados Unidos.

O FMI pode fazer empréstimos a fim de assegurar um bom desempenho de suas funções, mas a maior parte de seus recursos financeiros são as quotas pagas por seus membros. O órgão é regulamentado por uma comissão de governos, onde cada um representa um país.

A sede do FMI fica em Washington, D.C. e atualmente tem 182 países-membros.