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Por que algumas seleções não jogam com as cores de sua bandeira?

24 de abril de 2019

Os dois casos mais conhecidos são de italianos e holandeses, mas não são os únicos. A Itália joga de azul e os holandeses, de laranja por estas serem as cores de suas respectivas famílias reais. A Itália usa a cor oficial da Casa de Savóia, que governou a região entre 1861 e 1946. Vítor Emanuel II , o rei da unificação da Península, era da Casa de Savóia. Os italianos o chamam de “O pai da Pátria”. O reino da Itália virou uma república em 1946, mas a tradição foi mantida. A camisa azul, utilizada desde 1911, valeu à seleção o apelido de “Squadra Azzurra” (Esquadrão Azul). Pela mesma razão, a Holanda veste o laranja da dinastia Orange-Nassau, que teve início com Guilherme I, Príncipe de Orange, em 1544. Guilherme II de Nassau proclamou a independência em 1648, que representou o nascimento da Holanda moderna. O país é uma monarquia parlamentarista até hoje.

Na Copa de 1938, disputada na França, o time anfitrião enfrentou a Itália, pelas quartas-de-final, em 12 de junho. As duas seleções usavam camisas azuis. A FIFA determinou que uma delas deveria usar um uniforme alternativo. O ditador Benito Mussolini ordenou que a Seleção Italiana entrasse em campo com um uniforme totalmente preto, a mesma cor oficial do fascismo e das fardas de seu exército. A Itália venceu por 3 x 1 e conquistaria o bicampeonato mundial naquele ano.

Também por causa de sua família real, a Casa de Bourbon, a Espanha tem o azul em seu uniforme. Sua bandeira é vermelha e amarela.

Austrália – verde e amarelo
O verde e o dourado começaram a ser usados pela seleção de críquete no final do século XIX. As cores fazem referência à Golden Wattle (que nós conhecemos no Brasil como acácia), árvore abundante num país que se orgulha muito de suas riquezas naturais. Suas flores são amarelas. O Comitê Olímpico Australiano adotou a ideia em 1908 e logo isso se espalhou por todos os esportes. Até que o próprio país se rendeu e adotou o verde e o dourado como cores símbolos do país em 19 de abril de 1984.

Japão – azul
A famosa bandeira do Sol Nascente (vermelho no fundo branco) não está representada no uniforme azul da seleção. A federação de futebol teria escolhido essa cor para homenagear um feito nipônico do dia 4 de agosto de 1936. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, o Japão vestiu azul e a sorte mudou: a seleção venceu a Suécia por 3 x 2 na primeira fase do torneio de futebol masculino. Nas quartas-de-final, no entanto, a equipe seria derrotada pela Itália por 8 x 0. A Itália ganharia a medalha de ouro. Há também uma versão que diz que a federação japonesa escolheu o azul para representar o Oceano Pacífico.

Nova Zelândia – preto
O preto se tornou a cor do país por influência da Seleção de Rúgbi, o “All Blacks”. A federação de rúgbi foi fundada em 1892 e, naquele mesmo ano, a seleção neozelandesa viajaria para a Europa, onde iria enfrentar as equipes britânicas: Inglaterra, País de Gales, Irlanda e Escócia. A Nova Zelândia escolheu uma cor para o uniforme que não se conflitasse com nenhum desses adversários e fácil de ser encontrado: o preto. No atletismo, na mesma época, a Nova Zelândia premiava com bonés pretos os campeões de atletismo.

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